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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

03
Jan15

Feliz Natal, atrasado, mas justificado pela evidência...


Armindo Mendes

Por estes dias fomos bombardeados com imagens alusivas ao Natal, umas mais interessantes dos que outras, mas a maioria baseadas em criações com recursos digitais. São cada vez em menor número as ilustrações feitas pelas mãos humanas, traduzindo a frieza, mercantilização e formatação que vai tomando conta dos nossos dias.

Vem isto a propósito de um conjunto de ilustrações que observei recentemente no Arquivo da Cidade de Porto, alusivas à quadra natalícia, muitas estrangeiras e com mais de cem anos.

Uma delícia para os sentidos, como esta que partilho:

WP_20141227_16_26_17_Pro.jpg

 

27
Dez11

Presépio artesanal de S. Luís, em Paredes, assinala 25 anos


Armindo Mendes

 

O presépio de S. Luís, em Beire, Paredes, está a assinalar 25 anos de existência com dezenas de novas peças de madeira feitas pelo artesão Domingos Teles.
 
"Este ano estreamos mais algumas peças, mas já não temos muito espaço disponível", contou à Lusa o artesão de 74 anos, que ocupa os fundos da sua habitação com um presépio que reúne alguns milhares de peças.
 
Segundo Domingos Teles, quase tudo o que pode ser observado resultou da sua habilidade para a arte de trabalhar a madeira.
 
"Desde muito pequeno que adoro presépios e faço peças em madeira", contou, explicando que só quando se fixou em Paredes, há 25 anos, é que decidiu montar todo o seu espólio e mostrá-lo ao público.

 

"É a minha maior felicidade"
 
"Desde então numa mais parei", disse.
 
Todos os anos, contou à agência Lusa, centenas de pessoas visitam o presépio e "ficam maravilhadas com o pormenor de muitas peças".
 
"É a minha maior felicidade ver que as pessoas que vêm de todo o lado e acham isto bonito. É para isso que eu trabalho", observou com a voz embargada.

A sua alegria também se percebe quando, espreitando por uma frincha da porta, observa uma decoração luminosa que a junta de freguesia, pela primeira vez em 25 anos, mandou instalar junto à sua casa, assinalando o presépio.
 
Durante todo o ano, o artesão trabalha em novas peças, desde casas, até moinhos, passando por imagens de santos e animais esculpidas em madeira.
 
"Acho que tenho algum jeito", comentou, enquanto, com a voz meiga, mas determinada, dava indicações ao filho José Domingos para corrigir a disposição de algumas peças.
 
"Estou a ficar velho. É ele que me ajuda na montagem", explicou, apontando para as luzes e algumas peças com movimentos, animadas por motores elétricos cuja manutenção está a cargo do filho.
 
Ao lado, a mulher, Matilde Sousa, aproxima-se e deixa escapar uma lágrima quando conta a paixão do marido pelo presépio.
 
"É tudo para ele. Eu ajudo-o como posso porque ele merece", afirmou, rindo ao observar Domingos Teles que não parava de pedir uns últimos retoques nas luzes que enfeitam o presépio.
 
Vestido de forma simples, o artesão é incansável nas explicações para todos os quadros religiosos do presépio, falando com pormenor das imagens mais relevantes e do seu significado bíblico.

 


 
Mas, percebe-se são as miniaturas em madeira das igrejas, de sua autoria, que mais o emocionam.

De repente, defronte para a reprodução da capela da sua aldeia, baixou-se e apontou para os bancos de madeira, amplamente iluminados, que não foram esquecidos no interior da miniatura.
 
"Não esqueço nada", disse, rindo.
 
O presépio está dividido em três partes: os momentos que antecederam o nascimento de Cristo, aquele em que Maria deu à luz em Belém e alguns episódios que marcaram a vida de Jesus.
 
Numa zona distinta, encontram-se milhares de peças de cariz mais profano, que refletem sobretudo o quotidiano rural do Vale do Sousa, no período em que Domingos Teles era menino.

Mais uma vez, as igrejas, as oficinas e as casas das redondezas sobressaem, mas também não faltam os riachos, com os seus moinhos movimentados, as procissões com todo o tipo de andores, e quadros festivos, incluindo um carrossel cheio de luzes de muitas cores cintilantes.
 
O presépio de Domingos Teles, chamado de S. Luís, por estar próximo da capela consagrada àquele santo, na localidade de Beire, Paredes, pode ser visitado, graciosamente, até ao final de janeiro.

 

Armindo Mendes

in "Tâmega Online"

24
Dez11

Festas felizes a todos os meus amigos


Armindo Mendes

Enquanto preparamos a alma e de alguma maneira o estômago para uma noite tão especial, por entre afazeres de circunstância preparativos da consoada em família, aproveito este momento para desejar um feliz Natal a todos os amigos que, de quando em vez, dão uma espreitadela a este meu cantinho tão especial.

 

A todos, os meus votos de Festas Felizes e que 2012 constitua um ano que garanta a concretização dos nossos anseios e, sobretudo, cheio de saúde.

21
Dez11

Comprar facas novas no Natal – uma pechincha...


Armindo Mendes

Gosto muito do Natal, mas detesto a onda consumista exacerbada associada à época, que entope os centros comerciais e que me provoca uma espécie de claustrofobia compressora da respiração.


Isto apesar de rodeado por milhares de concidadãos que não conheço, afoitos na ocultação da crise, ávidos por aquele presente tão belo na montra da esquina, comprado antes ou depois de uma deliciosa refeição de plástico num restaurante que até oferece o refrigerante da moda.
Mas, porque orgulhosamente vivo numa “aldeia”, há quem, na minha família, ainda vá à feira fazer umas compras, acreditando que lá, por entre pregões e gritaria quase ensurdecedora, se encontram muitas pechinchas. E, diz o meu familiar, pelos vistos encontra-se muitos produtos a preços de arromba…


Ontem, terça-feira, na feira da Lixa – cidade do longínquo interior, apesar de estar a pouco mais de 50 Km do Porto - quase não se conseguia andar, tantos eram os clientes de carteiras cheias de boas-intenções e tantos eram os comerciantes que só aparecem nesta quadra, animados por uma esperança de negócio… Até uns que vendiam umas cutelarias faziam sucesso, com as pessoas, acotovelando-se, para comprar umas facas de cozinha topo de gama mas a preço - dizia-se por lá – de saldo.


Essas facas vão dar mesmo jeito para cortar as lascas de bacalhau cozido na noite de consoada nortenha. Por isso a ânsia da sua compra, que provocava um inusitado barulho metálico que provocava arrepio, provocado pelo entrecruzar de facas, colheres e garfos, todos topo de gama, convenhamos.


Para muitos dos clientes, porém, essas facas não serão suficientemente engenhosas para cortar nos aumentos de impostos que se anunciam todos os dias nos noticiários que nos deixam cada vez mais deprimidos e com vontade de emigrar para outras paragens, fazendo a vontade a alguns dos nossos governantes.


Não ausência de melhor, essas cutelarias vão dar, porém, mais brilho, à noite de Natal lá de casa.

 

23
Dez10

Homem veste-se de Pai Natal há 13 anos e percorre as ruas distribuindo guloseimas


Armindo Mendes

 

 

Há 13 anos seguidos que Joaquim Pinto se veste de Pai Natal, deixa crescer a barba branca e percorre Lousada a distribuir guloseimas pelas crianças. Joaquim Pinto é visto por estes dias nas estradas do concelho no seu carro engalanado com arranjos natalícios e puxado por um pónei.
Em cada lugar onde chega ouvem-se as músicas de Natal reproduzidas num pequeno aparelho que traz escondido no seu carro. Esperam-no crianças ansiosas e adultos que já o conhecem de outros anos.
À Lusa, este militar da GNR, já reformado, disse que gosta de ser Pai Natal por estes dias por saber a alegria que provoca nos mais novos. “Transmito alegria às crianças. É isso que me faz feliz”, afirmou, já rodeado por dezenas de crianças.

 

Texto completo em:

http://www.tamegaonline.info/v2/?sstate=1

 

 

20
Dez10

Onde pára o Natal em Felgueiras?


Armindo Mendes

Câmara de FLG não mandou embelezar as ruas para poupar, mas os comerciantes dizem que assim as coisas ficam ainda mais difíceis

 

A inaudita decisão da Câmara de Felgueiras de não colocar iluminação de Natal nas ruas das duas cidades do concelho tem causado grande insatisfação nos comerciantes e nos felgueirenses em geral, que assim se viram privados do embelezamento das artérias citadinas característico desta quadra.

Obviamente são os comerciantes os mais lesados, porque sem a fantasia das luzes de natal haverá menos gente propensa a percorrer as ruas e a fazer compras.

Circulando em Felgueiras e na Lixa por estes dias fica-se com a ideia que não há Natal nestas paragens.

O povo, justamente pergunta: onde pára o Natal?

“É uma pobreza confrangedora”, comentava um comerciante de Felgueiras. E de facto esta escuridão acentua o clima de pessimismo que muitos lojistas teimam em combater no seu quotidiano.

Já se sabe que a câmara, invocando a conjuntura actual, justificará esta medida com a necessidade de conter despesas, um argumento que até é aceitável, mas que foi consubstanciado numa decisão que é um exagero completo.

Aceitar-se-ia, por certo, uma redução nas zonas embelezadas com as luzes natalícias, como ocorreu noutros concelhos próximos, mas nunca uma razia tão grande, deixando uma cidade na penumbra natalícia, que surpreende os forasteiros que por cá passam. Passou-se do 80 para o 8, como dirão alguns.

Acresce que os intuitos de poupança aludidos como justificação para tão grande escuridão contrastam de forma categórica com alguns sinais de um certo despesismo presente nos outdoors que vão pululando e desfigurando a paisagem felgueirense com mil e uma mensagens promocionais das medidas da actual gestão municipal.

Obviamente, ninguém de boa-fé pensará que esses outdoors são de graça…

Ora - concluir-se-á - parte desse dinheiro bem podia ser usado, por exemplo, nas ditas iluminações de Natal, essas sim potenciadoras de negócio para os nossos comerciantes que tantas dificuldades enfrentam.

Se a autarquia de Inácio Ribeiro, que por acaso até foi o anterior presidente da Associação Empresarial, tivesse analisado a questão desta maneira, com certeza os comerciantes das duas cidades estariam, no mínimo, com uma nova esperança neste Natal tão escuro.

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