Retratos de Portugal
Torre de Moncorvo


Basílica Menor de Torre de Moncorvo, uma igreja quinhentista concluída no início do século XVII, situada no centro daquela vila transmontana.
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Basílica Menor de Torre de Moncorvo, uma igreja quinhentista concluída no início do século XVII, situada no centro daquela vila transmontana.

A Basílica de São Francisco de Paula, um imponente templo neoclássico, localizado na Praça do Plebiscito, no coração da cidade de Nápoles, é um dos monumentos mais impressionantes daquela urbe do Sul de Itália.



Há pequenas igrejas românicas, encantadoras, nas aldeias do Tâmega e Sousa, como esta em São Vicente de Sousa, uma joia no concelho de Felgueiras e uma das mais bem preservadas do seu género neste território.

Podemos encontrá-la num vale com bosques, prados e terrenos agrícolas, às portas do rio Sousa, afluente do Douro.


Esta ermida apresenta traços arquitetónicos bem definidos do românico do norte de Portugal, sobretudo o seu pórtico e paredes laterais.

É dos primeiros séculos da nossa nacionalidade e a sua decoração no granito é exuberante, justificando deveras a surpresa e admiração a quem a visita.

Este Monumento Nacional integra a Rota do Românico.


As igrejas são, acima de tudo, locais de culto dos cristãos, mas também, em parte dos casos, monumentos que retratam a maestria dos crentes no louvor ao divino através das artes, ao longo das diferentes épocas do cristianismo.
A escultura, a pintura, a arquitetura, a engenharia e outras capacidades humanas unem-se para erguer monumentos extraordinários, as igrejas, que são o espelho das épocas, das suas modas, nas suas tendências culturais, sociológicas e até económicas, nos seus diferentes estilos e traços.
A igreja de Santa Marinha de Cortegaça, no concelho de Ovar, é um desses exemplos.
Na linha do tempo, é relativamente recente na construção.

Imponente no seu tamanho, é singela no seu traço e bela na sua abundante decoração em azulejo da década de vinte do século passado, o que lhe confere um traço distintivo, em termos nacionais!
O azulejo é, com certeza, uma marca da nossa portugalidade, neste caso com representações, de grande valor artísitico, que falam das crenças religiosas dos seus mentores.
Vê-la, na sua fachada, é um exercício de admiração trajado de azul e branco, cores que transmitem serenidade a quem a visita.





Pormenor da Sé de Évora
Num “de repete”, olhar algo, uma paisagem, um monumento, um rosto, um céu e querer cristalizar o momento, o sentimento, numa memória digital ou quiçá no papel fotográfico, para todo o sempre, sem cheiro é certo, mas com a alma que lhe quisermos dar quando, simplesmente, fotografamos a nossa memória.
As igrejas são espaços de introspeção, de oração, de devoção ao divino, de fé no transcendental, que vai para além de nós!
Mas, são muito mais do que isso!
As igrejas e mosteiros, como outros edificados herdados dos nossos maiores, são o repositório de séculos de cultura cristã, numa profusão de estilos arquitetónicos que vão esculpindo, do românico ao barroco, do gótico ao neoclássico, o espírito, as modas e as inovações arquitetónicas de cada época, numa autêntica enciclopédia ilustrada, pedra sobre pedra, sob inspiração divina, para uns… ou, simplesmente, o engenho humano, no seu esplendor, para outros… mas, para quase todos, simplesmente, ARTE, aquela que nos espanta a cada olhar ante a grandiosidade das obras dos que ousaram serem maiores do que os outros para a eternidade!
Hoje, eu e os como eu, seres sem dons tão grandes, exaltamos, deixamos a devida vénia aos humanos imemoriais, sob a forma de fotografias que queremos guardar, do que vimos, por onde passamos, quase telas do que ali sentimos de espanto, olhando, simplesmente cada pedaço de arte…