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Marca d'Água

Marca d'Água

19
Jul24

Pedaços de vida apontados ao céu...

Gozo que se repete a cada traço de luz


campo de centeio Valadolid segógia 3 2024.jpg

Há momentos de sons que são mágicos, como os ventos da meseta, logo depois dos prados de lavanda… como cores de bandeira...

campo de centeio Valadolid segógia 2024.jpg

Naquelas lonjuras, as brisas casam-se com pedaços de vida de espigas douradas que, apontadas ao azul do céu, ondulam serenas, sob um sol terno de julho que nos bronzeia a pele arrepiada, de tanto gozo...

Caminhar nesses momentos, sobre terra com pedaços de rochas, é deixar-nos levar por sensações que os sentidos captam para delas gozarmos intensamente, no nosso espírito, num exercício delicioso, quase de sonho, de sermos uns privilegiados, por estarmos ali, ouvindo o sussurro do centeio, inspirando os ares das redondezas, a caminho do campo de girassóis… sim, tão belos que são...

campo de girassois  Valadolid segógia 02 2024.jpg

Aquelas flores gigantes, capazes de nos porem a cabeça à roda, atrás do astro-rei, com tanta beleza, num jardim imenso para onde olhamos, em todas as direções, num gozo que se repete em cada relance de luz, a cada sombra subtil, a cada zumbido das abelhas que saltam atarefadas de flor em flor, num banquete para elas e um postal em alta-definição para nós…

campo de girassois  Valadolid segógia 03 2024.jpg

 

08
Jul24

Recordando a Ilha de Capri

Mar Tirreno, no Golfo de Nápoles - Itália


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Um pedaço de terra, no mar Tirreno, com tantas montanhas, baías, bosques de pinheiros, caprichosos rochosos, trilhos de sobe e desce e casario branco apertado na vila, com ruas onde turistas se acotovelam.

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Ao perto, o mar turquesa, até perder de vista, tudo e muito mais, na ilha, para conhecer… em caminhadas soadas, porque fazia calor na jornada, de lés a lés, porque valeram a pena, até ao pôr do sol chamar o barco, retornando a Nápoles.

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As ilhas são assim, sobre mim fazem feitiço, há tanto tempo, porque me querem lá, quiçá.

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04
Jul24

Não longe do Vimeiro, onde se avista Porto Novo

No sobe e desce do passadiço, um pequeno rio e pinheiros com maresia


Torres Verdras Porto Novo passadiço.jpg

Às vezes, fruto do acaso, vamos parar a sítios que desconhecíamos, pedaços de Portugal que descobrimos, que admiramos com surpresa!

Torres Verdras Porto Novo praia.jpg

Foi assim, recentemente, numa passagem pela zona de Torres Vedras, não longe do Vimeiro, onde se avista um lugarejo chamado Porto Novo, cheio de gente simpática, com uma pequena praia de mar salgado e um tímido porto de pesca, rodeado de zonas verdes que apeteceu conhecer, cheirar e percorrer no sobe e desce de um passadiço entre um pequeno rio e pinheiros, quase até às termas...

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Torres Vedras Porto Novo praia barco.jpg

... com vista para o areal que se estende para Sul e para as vales férteis das redondezas, para o interior…

Torres Vedras Porto Novo passadiço.jpg

É assim o Oeste das Linhas de Torres, terras de tantas batalhas de outrora, hoje solo de fruta saborosa e pessoas que apetece conhecer, numa praia quase só para nós, comendo um pastel de feijão, naquele amanhecer fresco e ventoso!

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Torres Verdras Porto Novo praia3.jpg

 

 

30
Jun24

Pompeia: Faltam as palavras para descrever certas imagens

Os últimos abraços!


Visitar Pompeia é uma experiência marcante. Por muitas razões!

Pompeia_09.jpg

Mas, o que mais me marcou, foi observar, “In loco”, as réplicas dos corpos de humanos e animais carbonizados pelas cinzas da erupção do Vesúvio, no ano 79 d.C, descobertos quando foram realizados os trabalhos arqueológicos, a partir do século XVIII, naquela antiga cidade romana.

Pompeia_06.jpg

Faltam as palavras para descrever estas imagens, numa urbe que foi, outrora, grande!

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29
Jun24

"Postais" com pontes que unem gentes e os afetos

No romantismo de Budapeste, nas margens do Danúbio


 

Ponte danúbio Budapeste editado.jpg

As pontes, engenhos humanos, como estes dois exemplares, unem gentes e lugares (Buda a Peste) separados por rio imponentes, como o Danúbio, aqui em Budapeste, na Hungria, num romantismo único, feito de palácios e jardins de encantar, como nos romances clássicos, que nos fazem parar a qualquer hora, deixando o tempo preguiçar, na corrente que se vai, sem pressa, por entre sotaques, apenas desfurtando do momento, à espera da fotografia certa, no relógio que corre do meio dia à meia noite!

Vista Noturna Danúbio Budapeste.jpg

20
Mai24

Sobre pedaços de nuvens e fogachos de céu azul

Pormenores, em Melgaço!


castelo de Melgaço luminária efeito.jpg

Subindo uma calçada de Melgaço, de casario austero, à procura do castelo, percebemos uma luminária de linha contemporânea.

Que contraste com as marcas do passado!

Impressões do tempo plasmadas na muralha e na torre de menagem, com as ameias voltadas ao presente, que domina o enquadramento, sobre pedaços de nuvens e fogachos de céu azul, que completam o cenário.

Numa composição de um momento que o fotógrafo desenhou, que a fotografia eterniza, em pedaços do inverno na primavera, nas “trocas e baldrocas” das estações!

13
Mai24

No fértil planalto onde voam as andorinhas!

Numa Vila Flor, degustando o prado trajado de Primavera


É mesmo assim, encontramos quase por acaso um momento de felicidade, olhando o campo, as montanhas de curvas suaves, sentados algures em Trás-os-Montes…

Flores Vila Flor2 paisagem.jpg

Numa Vila Flor, degustando o prado trajado de Primavera… com aragem tépida, de fim de tarde de domingo… de perfumes floridos, em planos cénicos longos, ondulantes, como nos filmes franceses, ouvindo os grilos atrás da ermida de um santo que não me lembro.

Flores Vila Flor.jpg

Que bom, ainda é grátis, sentirmos momentos assim, de um céu tão azul com pedaços de algodão e um verde que se alonga no fértil planalto da Vilariça, às portas do Tua, terras de olivais e amendoais, onde voam as andorinhas, sobre a vila, para nosso encanto!

Flores Vila Flor2 paisagem vista da vila.jpg

 

10
Mai24

Castelo templário de Mogadouro

Numa vila quase erodida pelo “progresso”!


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Há castelos que nos tocam, como este em Mogadouro, do tempo dos templários, do século XII… uma época de cavaleiros medievais, quando o jovem país ainda se esforçava por se manter independente face às ambições leonesas…

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Hoje, o que resta da fortaleza, que é Monumento Nacional, rodeada pela paisagem dourada transmontana, com o burgo aos pés, remete-nos para aquele conturbado período da nossa portugalidade…

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Andarmos por lá, sentarmo-nos num muro, num quente fim de tarde, à sombra da árvore, mirando a torre de menagem, é um convite a olharmos o passado que fomos, mas também o presente que somos…

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Naquele quase silêncio, refletindo sobre uma simpática vila do interior, com as suas gentes, acossada pelo despovoamento, que luta por se manter viva, orgulhosa da sua história, mas quase erodida pelo “progresso”!

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02
Mai24

Sítios mágicos... num “manto imenso de água"

Barragem de Vilarinho das Furnas, de um azul quase profundo...


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Como diz a canção de Paulo Gonzo, “…de olhos bem abertos, percorro a paisagem e guardo o que vejo, para sempre, numa clara imagem…”.

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Sim, aqui, neste sítio mágico, uma bênção, um espelho de água, ora de um azul profundo, ora quase turquesa cintilante, estende-se por muitos hectares, rodeado pelas montanhas do Parque Nacional Peneda-Gerês, onde nos sentimos pequenos...

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Vilarinho das Furnas, no concelho de Terras de Bouro, foi uma aldeia que acabou submersa, em 1971, com a construção da barragem/albufeira que adotou o seu nome…

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Hoje, é um dos recantos mais bonitos de Portugal, um sítio mais entre outros pedaços de paraíso que ainda podemos encontrar naquelas vastas serranias do parque nacional, entrecruzadas com a água fresca de rios e ribeiras do Vale do Cávado…

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De câmara fotográfica apontada à paisagem, visitar aquele quinhão tão belo é sempre um prazer que se renova a cada regresso pautado pela vontade de inspirar os ares profundos, cristalinos, que bafejam aquelas latitudes, num sossego que nos acaricia a alma, olhando, como diz a canção, “um manto imenso de água… de um azul quase profundo… um sopro de ar”... do lado de cá da serra...

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30
Abr24

Serra da Peneda, um lugar mágico

Entre a natureza e as aldeias que ainda resistem aos tempos!


Serra da Peneda Gerês.jpg

A Serra da Peneda, no Alto Minho, integrada no Parque Nacional da Peneda-Gerês, mesmo junto à fonteira, é uma das mais imponentes de Portugal, alcançando a altitude de 1416 metros.

Serra da Peneda Gerês02.jpg

Os seus maciços graníticos, com milhões de anos de existência, são imponentes, intercalados por bosques, prados e linhas de água que dão um ar bucólico a alguns dos seus recantos, acidentados entre montes e vales.

Serra da Peneda Gerês03.jpg

Ali respira-se ar puro e os sons que se ouvem, quase sempre, são apenas os que resultam da ação da Natureza, como a fauna selvagem, nomeadamente os cavalos que galopam graciosos, ou os riachos, os ribeiros, as cascatas e os ventos… Por vezes, também, os rebanhos!

 

Vistas voltadas a Melgaço

 

Castro Laboreiro é uma das suas aldeias altaneiras, que ficou famosa pela raça de cão pastor à qual deu o seu nome – que belo e imponente animal -, mas também pelas ruínas do seu castelo medieval, que vale a pena visitar, após caminhada de 20 minutos, para apreciar o que resta da antiga fortaleza e aproveitar as vistas voltadas a Melgaço, uma bela vila da raia minhota, no sopé da qual passa o rio Minho, ali ainda com certo ar irreverente!

Rio Minho Melgaço.jpg

Daqui partem vários trilhos para as serranias do Parque Nacional, para percorrer a pé ou de bicicleta, para deles fruir, ao longo do ano, variando as paisagens, as cores e os cheiros, consoante as estações, entre a natureza e as aldeias das nossas gentes que ainda resistem aos tempos!

 

 

29
Abr24

Para onde o ímpeto dos sonhadores nos conduzir!

Determinados na postura, hirtos nas convicções


Castelo de Melgaço Torre de menagem.jpg

Há pedaços de tempo para nos tornarmos firmes como esta torre medieval em Melgaço, tantas as tormentas nas cercanias… algumas camufladas de nuvens imaculadas… angelicais… todavia com penumbras ocultas…

Tocarmos a rebate, cerrarmos os portões, revigorarmos as guardas, para resistirmos, iguais a nós próprios, determinados na postura, hirtos nas convicções, no acreditar no copo meio cheio, para onde o ímpeto dos sonhadores que ousamos ser nos conduzir na caminhada da vida, montanha acima!

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