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Marca d'Água

Marca d'Água

08
Mar24

Florzinhas que, como as ninfas, adocicam a alma

Fragrância a lavanda, como feitiço de Mulher…


campo de lavanda 1.jpg

Campos fora, na meseta, são pigmentações, texturas, mas, sobretudo, a fragrância a lavanda, como feitiço de Mulher…

campo de lavanda 2.jpg

São prados floridos tão imensos que nos enfeitiçam ao pôr do sol, onde caminhamos vestidos de branco, para não perturbarmos a atmosfera cinemática…

campos de Lavanda 3.jpg

Onde, pequeninos, soçobramos com tanta beleza junta… que as palavras são frugais para dela falarem… 

campos de Lavanda 4.jpg

Deixando os cabelos delas serem ainda mais belos, ao vento, até dançando, rodando os vestidos bordados… delas, das Mulheres, nossas deusas, e das florzinhas que, como as ninfas, adocicam o olfato, por esses momentos, o soberano e o mais privilegiado dos sentidos da vida!

É tão bom recordar, neste Dia da Mulher!

28
Mar23

Tocá-las, as papoilas, com vénia, para não ofender…

Corações ao peito, com delongas, admirar


violetas Viana.jpg

No Minho, olhar uma flor é tão saboroso…

Apreciar muitas papoilas é na utopia acreditar.

Suas pigmentações coradas dão supremo gozo…

Em Viana, ao colo do Lima, pétalas parecem flutuar!

 

Tocá-las com vénia, para não ofender…

Abrigadas pela ponte Eiffel, para tantos encantar.

Ao sol de março, tomá-las e quiçá oferecer…

Gesto para "à lá minuta", em Santa Luzia, retratar!

Papoilas de Viana do Castelo.jpg

Cheirá-las é adorá-las, na alameda, a dobrar…

Como lenços de namorados, em lindo jardim.

Corações ao peito, os de Viana, com delongas admirar…

À Nossa senhora da Agonia chegámos, por fim!

 

Armindo Mendes, 27 mar 2023

 

20
Mar23

Primavera és fonte, ventre de luz

Acorde de flauta, eterna salva…


Margaridas Parque de Vilar3.jpg

Ò Primavera, bem-vinda sejas, de volta…

Por onde andaste, tanto tempo, ausente?

Estiveste longe ou andaste perdida, à solta?

Pouco importa agora, voltaste bela, contente!

Flor trilho da levada.jpg

O Inverno já lá vai, do frio, dos dias petizes…

Ò Diva das margaridas, no regaço borboletas trazes

E prados viçosos, fofos, para os amores felizes…

Andorinhas do Sul voltaram, que bela arte fazes.

Maragarida parque de vilar 2.jpg

Os ribeiros estão alegres, nas cachoeiras cantas…

As cerejas vão nascer, para nos corar

Piqueniques no Gerês, arraiais até às tantas

No carvalhal chilreias, para todos encantar…

árvore inverno Melgaço II copiar.jpg

Primavera és nascente, ventre de luz, flor alva...

Rainha em cada recomeço, todos os anos, assim.

Sol e Lua saúdam-te, em acorde de flauta, eterna salva…

Sim, és  bela cegonha em voo de paz e amor, sem fim…

 

23
Abr22

Não são poemas, porque o sol mal espreita

Gotas de chuva, como diamantes desfocados


Tulipa preo de branco.jpg

Dedos começaram, trémulos, a rabiscar rascunho de palavras que se vão acomodando para formarem estrofes de sentimentos e devaneios cruzados, como bafejo de primavera, ora sol, ora chuva, por entre nuvens matizadas, de cinzentos em degradê.

 

Nesta folha branca, do acaso, deixo-me flutuar, com braços que me enlaçam o peito, para sentir o meu palpitar, de olhos semifechados, à meia-luz, que quase me oculta o rosto.

Não são poemas, porque o sol mal espreita e faz frio!

São prosas, afinal, estes dias sem pedigree, jornadas de espera, paciência ansiosa, no desejo que o ímpeto tempere de novo a saga de ser, que percorre cada artéria da vontade de um simples mortal.

As folhas da palmeira vão-se agitando se graça do lado de fora da janela, com a vidraça de gotas de chuva, como diamantes desfocados, e luz de inverno, como espelho do momento, um intervalo, como aguaceiro feroz, rua abaixo, na aldeia, que vai passar, para logo a tarde se trajar de amarelo torrado.

Nesta alameda da vida, desconfiado, aperto o casaco, cubro a cabeça com capuz, para me proteger de não sei o quê, como fazemos quando sonhamos a preto e branco, olhando em redor, procurando o sentido real das coisas e, em sobressalto, acordamos cansados, exaustos da correria, mas aliviados por ter acabado a sofreguidão.

23 de abril

27
Mar22

Prados acordados, por magia, de novo!

Vestes de pétalas à brisa saltitando da alcofa


Hoje dei uns passos na aldeia, reencontrei velha amiga, a Primavera

Bela deusa com flores me presenteia

Amarelos viçosos e brancos mármore à espera

Prados acordados, por magia, de novo!

 

Esquilos ensonados espreitam para ver se a diva chegou…

Sim, ela, com cara de Vénus, ali levando cesto de calor e bonança para o povo

Cuco avisa a vizinhança que o Inverno já passou

Primeiro dia crescido do ano, que bom…

Mais horas para temperar o entardecer, com folha de louro

O sol deitou-se tarde, prometeu amanhās de bom tom…

Mas a levada vai quase vazia, o moinho teme pelo seu tesouro

A chuva de abril há-de cair

Gotículas mil para saciar a sede do regato

Porque a Primavera é fértil para os celeiros provir

O povo vai celebrar, com malhões na eira e presunto no prato

Nos atalhos do bosque, a terra já é fofa

Muros trajam musgos e hera

E há vestes de pétalas à brisa saltitando da alcofa

E o cheiro a mel ao vento, humm… valeu a espera!

Promaver na aldeia.jpg

Os dias longos vão aquecer

Os frutos vermelhos vão adoçar

Os ninhos com crias a crescer

E Cupido nos corações dos amantes vai tocar

 

Armindo Mendes, 27 de março de 2022

12
Mar22

Cinco sentidos!

Esperança, brumas das Atlântidas


Açores Ilhas das Flores poer do sol.jpg

Tato, poder alma de outrem afagar; Tato, dedilhar-lhe o coração; Tato, olhos sem brilho enxugar; Tato, abraço de pai em rebento filho; Tato, percorrer pele sem destino, volúpia; Tato, cama sôfrega ou dar a mão!

 

Olfato, prados de aroma em Sol maior; Olfato, fragrâncias do corpo doce de amoras; Olfato, entender cada flor carmesim, Afrodite até ser dia; Olfato, abrir cacifos de música em cristal; Olfato, desnudar de papoila, em pátio de Córdova, peito cheio...

 

Paladar, como vida, ora doce, ora sem graça; Paladar, sabor a framboesa coberta de agridoce; Paladar, manjar de castanha, espírito Luso, o fado; Paladar, gelado de manga, em dança de bombons! Paladar, amêndoas recobertas de mel, após frutos do mar!

 

Audição, aquele flautim de palpitações da vida; Audição, queixumes, contrabaixo sem voz, só dor; Audição, em León, delírio de Kitaro que serena; Audição, sinos de Mafra que atiçam seres sem flama; Audição, liras de assombros ou violinos de amor!

 

Visão, Cosmos na penumbra da sorte; Visão, ver rimas de afetos na autora; Visão, esperança nas brumas das Atlântidas, cabelos à maresia no canal; Visão, nos feitiços da Lua os fragmentos d`alma;

Visão, palatos, partituras, odores de centeio, sermos maiores!

 

Armindo Mendes, 12 de março de 2022

nacer so sol Ilha das Flores.jpg

19
Dez21

Numa lenda NeverEnding Story


Flores AÇORES 40 (2021_12_14 23_02_40 UTC).jpg

As palavras, como as flores e os sonhos, têm a idade, o tamanho, o tom, o cheiro, a textura, o caminho, o tempo, o idioma e as formas que queiramos!

 

São peças de Legos universais que, sentados no quarto, de meninos de calções e sandálias em tarde de veraneio vamos montando, de olhos grandes de felicidade, para criarmos carreiros imaginários e castelos encantados, com torres altaneiras e túneis secretos que percorremos em segredo, como nos Pequenos Vagabundos.

 

E quando a alma não é pequena, os castelos trajam-se com vestes de gala, bordados com linhas de ouro, botões de rosas, punhos de rendas e botins de cristal.

 

Alaúdes, tambores e flautas tocam em apoteose, abrindo alas… E lá vai o cortejo real, no casario da Rua de Santa Maria, com estandartes, cavaleiros templários de armaduras reluzentes, pajens, trovadores, alquimistas e almocreves para, com cantigas de amigo, dar cor sépia ao mundo de maravilhas que sonhamos fazer parte, num cavalo branco, o Pégaso do Olimpo, com asas de plumas, galopando entre as nuvens, até ao arco-íris do tesouro, onde já lá está o Noddy, de Enid Blyton.

 

Pelo caminho vemos Vicky, o Viking, navegando com o marinheiro Popeye, nas mil e uma aventuras de Tintim, à procura das cabanas de Tom Sawyer, das traquinices de Scooby-Doo ou atos heroicos de Flash Gordon e Robin Hood, da floresta encantada da Branca de Neve o os Sete Anões, ou dos Estrunfes que a minha memória guarda a sete chaves.

 

É tudo tão bonito e doce como as manhãs de sábado com o Verão Azul ou intenso como as tardes de Galáctica e Sandokan, e as noites de medo das metamorfoses de Maya, de Espaço 1999.

 

Férias Açores 2018 São Miguel_Santa Maria_ (335

E o cavalo branco e o seu cavaleiro, qual Zorro, Braveheart ou Lin Chung, galopam entre os nenúfares sobre o atlântico, passando pelo Barco do Amor e Moby Dick, para Oeste, até chegar às Sete Cidades, da Ilha Esmeralda, e ali, escondidos sob dos vulcões, ver os namorados que há tanto tempo choram lágrimas verdes e azuis entre a bruma, formando as duas lagoas infelizes, numa lenda 'NeverEnding Story, existir'!

 

 

 

18
Set21

No calendário dos desassossegos, na alquimia do tempo


Levadfa da minha aldeia.jpg

Na levada do meu bosque, na minha pequena aldeia, aquele sítio mágico onde nos quedamos, de quando em vez, sentados na pedra coberta de musgo, como neste dia de quase outono, de sol apressado, entre a folhagem bronzeada.

Flor na minha aldeia.jpg

Para, sem pressas, fecharmos os olhos e vermos sem olhar o passado, sentirmos o presente e, iris fitadas nas águas que correm para o rio, que vamos penteando com os dedos, instarmos o futuro e revelar-nos se amanhã vai ser como hoje ou se ontem, na alquimia do tempo, já foi e vai passar logo, no ocaso deste dia, ou de outro qualquer do calendário dos desassossegos que as flores de outono ressoam.

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