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Marca d'Água

Marca d'Água

13
Nov13

Sempre o prazer especial das caminhadas


As caminhadas proporcionam um sem número de coisas boas. Para além do óbvio prazer físico, há tantos outros gostinhos que podemos encontrar quando caminhamos, o principal dos quais as paisagens que vamos observando. O que eu aprecio mais é o contacto com a natureza no seu estado ainda bem preservado que ainda é possível encontrar nas serranias da nossa região, tantas vezes exaltadas com pequenas aldeias com casas de granito e xisto.

Consoante as estações do ano, é tão bom saborear as paisagens, as cores, os cheiros e os sons da montanha, do campo, da flora, da fauna e das aldeias recônditas.

Os castanhos, os laranjas e os amarelos do outono que alcatifam os bosques são tão lindos!...

Inspirar aqueles ares tão puros, de forma profunda e prolongada, enquanto ouvimos o rio que se apressa por entre as rochas, rejuvenesce cada um de nós.

E depois há aquela atmosfera tão distendida que se sente em quase todas as atividades, só possível pela presença de tanta gente boa que, como nós, gosta de desfrutar deste prazer e alimentar conversas que nos impelem com prazer renovado pelos trilhos da nossa ruralidade.

É muito bom!

19
Ago13

Caminhar, caminhando, nos caminhos em redor de Covelo do Monte


Por estes dias, caminhei mais uma vez pelas serranias do Marão, desta vez por trilhos em redor da aldeia de Covelo do Monte, um pequeno burgo com casas de xisto.

Com uma ótima companhia, sem surpresa, voltei a avistar paisagens fantásticas, desfrutando da natureza em todo o seu esplendor, numa manhã de verão!

A beleza dos montes misturava-se, nesta caminhada com os leitos de pequenos regatos, quase secos pelo calor, e uma ruralidade bucólica, tão próxima das gentes que restam daquele povoado, tão pouco conhecido, encravado nas entranhas do Marão.

No sobe e desce das encostas, às vezes ladeados por pinhais, abrigos de montanha abandonados e colmeias, enquanto os pés pisavam pedaços de xisto nos trilhos acidentados, os nossos pulmões agradeciam a bênção daqueles ares tão puros.

Esperavam-nos também vistas com campos de milho e hortas que ladeavam caminhos rústicos, com rochas esventradas pelas rodas dos carros de bois que se escondiam, quiçá, em pequenos resguardos feitos com xisto.

Também ali, abrigados pela sombra de um carvalho, degustámos as amoras silvestres.

Quando subíamos mais alto, às vezes parávamos e, simplesmente, olhávamos e sentíamos o que a natureza nos oferecia. Tão bom!

Ante o céu azul, aquele silêncio num horizonte de montanhas é ouro! Nem a presença sonora dos chocalhos do gado maronês ousava estragar, antes pelo contrário, são sons que contribuem para adensar o sossego de quem simplesmente, às vezes, prefere estar surdo ao que vem lá de longe, da cidade.

Sim, não custa nada, basta apenas caminharmos até lá e deixarmo-nos ser parte daquele conjunto tão simples, mas tão belo.

Vale sempre a pena caminhar por sítios tão bonitos que o nosso país oferece.

Só a aldeia de Covelo do Monte já não tem o encanto de outros tempos, sobretudo porque construções recentes agridem o casario de xisto original, ferindo o que resta do caráter bucólico do velho lugar!

14
Jul13

Nos domínios do Alvão


Hoje, numa caminhada, subi até ao alto da serra do Alvão, nas paragens de Ribeira de Pena.

Por ali observei a ruralidade, quase esquecida, de uma aldeia sem pressas, e as paisagens de um Minho que se veste com trajes de cores transmontanas, ou não fosse aquela uma terra de Basto, zona de transição entre os dois territórios irmanados pelo Tâmega, no sopé, sempre ziguezagueante e apressado.

Os bosques de verde viçoso, predominando os pinheiros e os carvalhos, eram, apesar disso, menos comuns que as vistas quase despidas de vegetação, ali reinando os solos rochosos, os arbustos típicos das terras altas, os conjuntos graníticos imponentes e, de quando em vez, solos propícios para o pastoreio! Ali avistámos rebanhos de cabras, guardados por cães atentos, e enormes bovinos muito escuros, de raça maronesa, tão apreciados pela sua carne.

Foram cerca de 11 quilómetros, primeiro a subir até ao alto dos montes, depois, pelo mesmo trilho, regressando à aldeia de onde partíramos e avistáramos campos de vegetação de um dourado que os filmes gostam de mostrar, enquanto pequenas linhas de água fresca se precipitam nas bermas das ruas estreitas do burgo, como sinal e vida de uma terra já com poucas almas!

15
Jun13

Caminhada por domínios da Ordem de Malta


Hoje foi dia para mais uma caminhada, desta feita por terras de Lousada.

O destino era a freguesia de Sousela, cujo território, em tempos de reconquista cristã, foi domínio da Ordem de Malta.

O mote da jornada foi esse, tendo sido possível observar, ao longo da caminhada, vários marcos em pedra que delimitavam o território, sobretudo na zona junto ao rio Mesio, um pequeno curso de água afluente do Sousa.

Apesar de dissimulados pela vegetação, aqueles são sinais de um passado rico que muitos desconhecem. Os promotores da caminhada – Sentir Património – foram dando preciosas informações sobre o contexto histórico do que íamos observando.

Os pedestrianistas puderam caminhar ao longo de um bonito vale, com férteis terras, onde sobressaiam os vinhedos, as árvores de fruto e os campos de milho, ainda e tenra idade. As fragâncias campestres e os verdes viçosos foram presenças que os nossos sentidos agradeceram.

 

 

Num ritmo sempre calmo, naquelas paragens também foram observadas casas, de várias épocas históricas, que outrora foram habitadas por famílias abastadas, sobretudo proprietários rurais.

A partida e a chegada aconteceram numa exploração vitícola - Quinta de Lourosa -, onde foram observados muitos hectares de vinha e provado o néctar.

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