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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

06.11.21

Nossa insignificância que ali saúdo

Armindo Mendes

céu no Mar.jpg

E olhar para poente, indo atrás do Sol que corre para o mar…

À espera da Lua! E na encosta, os tapetes de flores sem fim.

Os gados que rodeiam a capela, onde se quer ficar…

Onde existe um solitário banco de pedra para descanso em mim.

 

Tantos suspiros no sopro fresco de lá do Marão…

Como o verão que aquece, apetece abrir e enlaçar tudo!

É tatuagem cravada no colo para memória, naquele quinhão,

Algo encantador, imponente, na nossa insignificância que ali saúdo!

 

Com as estrelas, a hora de partir vai de chegar,

Até lá, não se pare de sonhar, desça-se o trilho da aldeia.

Para encontrar o avô e a avó de alguém e medronhos provar,

Guardiões de outras vivências da serra, sapiência que encandeia.

 

 

Sabedoria aquela dos avós dos nossos avós…

E o velho pastor que encaminha as cabras, como outrora.

Que traz de um passado, lá do baú, na colina do tempo,

Um mundo que ouso sonhar: é nosso pelo tempo fora!

 

Armindo Mendes

 

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