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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

28.12.21

Diferentes de antes

Armindo Mendes

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Hoje apetece escrever, faça-se, agora, sem ter sequer mote.

Há dias em que parece viajar à bolina, não se sabe de quê.

É algo que se ignora, mas que guia a sorte.

Segue-se para onde? Para quando? Saber-se-á porquê?

 

Aqueles ápices em que tudo e nada parece igual…

Os passos tornam-se indefinidos, reflexo disto e daquilo

No peito, pontadas de inquietudes, palpitações sem final!

Desconchego que consome a lucidez em sigilo.

 

Questões do que se é, do que se faz, o que sente

E o que querem que se seja ou se faça

Curvados pelo “tem de ser”, um muro em frente!

Mas não se é, é-se o que se impõe, qual mordaça?

 

Lança-se amarras, tantas condicionantes

Fica-se tolhido, coartado daquilo que se quer

E quando, esgotados, ousais ser diferentes de antes

Recriminados sois, só por ser!

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