Resta-nos, PARA JÁ, isso
Ainda estava no duche esta manhã e já as rádios disparavam com as últimas notícias da situação aflitiva em que se encontra o país.
Os “radialistas” discorriam, frenéticos, as notícias, nomeadamente com a Moody's baixar o 'rating' de Portugal, e a ansiedade momentânea, misturada com uma certa descrença, iam tomando conta do meu estado de espírito, o que, aliás, penso, deverá acontecer por estes dias com milhões de portugueses.
Assim é difícil trabalhar, é uma tarefa hercúlea manter o otimismo. Já não bastam as dificuldades diárias que enfrentamos nas nossas empresas, nas nossas famílias, para podermos continuar acima da linha de água e agora emergem, implacáveis, estas agruras orçamentais, provocadas pelos sucessivos governos, que vão traduzir-se, mais uma vez, nos mesmos do costume.
Independentemente de quem vá ganhar estas eleições que (quase) ninguém deseja, já se sabe que virão mais aumentos brutais de impostos sobre os cidadãos e as empresas, aplicados de forma arbitrária, que vão asfixiar ainda mais a atividade económica, hipotecando por muitos anos a necessidade que o país tem de crescer.
A verdade é que, apesar de tudo que nos angustia, não nos resta outra alternativa que não seja irmos à procura, algures dentro nós, de forças para nos mantermos determinados, perseverantes, e acreditar na luz no fundo do túnel.
Resta-nos, PARA JÁ, isso.
