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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

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Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

13.11.06

> Primeiro ano de mandato: balanço positivo

Armindo Mendes

Completou-se recentemente o primeiro aniversário deste mandato autárquico, momento aproveitado pela Câmara e pelo partido maioritário no executivo, o PS, para fazer um balanço trabalho realizado.

Questionei-me se devia também, na qualidade de director deste jornal local, fazer um balanço apreciativo do trabalho realizado pela autarquia. Confesso que hesitei antes de começar este editorial, simplesmente porque sei que qualquer opinião por mim vertida será alvo de comentários depreciativos de um lado ou de outro da barricada, consoante o tom elogioso ou crítico do trabalho desenvolvido pela edilidade liderada por Armindo Abreu. Acresce que, como jornalista, passe a imodéstia, terei porventura um olhar incisivo e imparcial sobre o que se vai passando neste concelho, tendo também em conta que conheço razoavelmente a realidade de municípios vizinhos, o que facilitará as sempre inevitáveis comparações. Feitos estes considerandos que considero enquadradores do que pretendo explanar, vou então partir para um comentário sucinto deste primeiro ano de mandato.

Assumo, sem tibiezas, que faço um balanço manifestamente positivo do trabalho realizado. E explico porquê: O presidente Armindo Abreu viveu no início deste mandato os mais difíceis dias da sua carreira política, confrontando-se com situações que puseram à prova os seus “nervos de aço”. O presidente nunca antes tivera de governar em minoria num executivo dominado por duas forças da oposição. Uma das forças - os vereadores do movimento Amar Amarante - revelou no início do mandato um mau perder, protagonizando um comportamento agressivo e provocante, exorbitando os seus direitos de oposição e enveredando por expedientes que mais não pretendiam do que provocar a confusão e causar desgaste na equipa de Armindo Abreu.

Viveram-se então momentos que não dignificaram o órgão Câmara Municipal. As discussões em tom inusitado travadas entre Ferreira Torres e o presidente ficarão para a história como uma página obscura do poder autárquico democrático em Amarante.

Ao mesmo tempo, também se sentia o desconforto do PSD, mal recomposto de uma grande derrota eleitoral. Aqui ou ali percebia-se que os sociais-democratas se mostravam permeáveis à demagogia das propostas do movimento Amar Amarante, não resistindo os laranjas à tentação de embarcar nas posições da outra força da oposição e assim criar desconforto na força que tinha ganho as eleições. Conseguia-se assim, de forma artificial, com a maioria contra natura formada pela oposição, subverter aquela que tinha sido a vontade dos amarantinos, que tinham escolhido, de forma inequívoca, o PS e Armindo Abreu para conduzir os destinos da sua terra. O que se passa em Amarante só releva o que defendo há muito: a mudança da legislação, que acabe com o poder colegial num órgão executivo como a Câmara, onde apenas devia ter assento a força que ganha as eleições, reforçando-se em contraponto os poderes fiscalizadores do órgão Assembleia Municipal.

Foram meses difíceis para Armindo Abreu. O presidente nunca vacilou, mantendo-se hirto na defesa dos seus princípios e do programa que propôs ao eleitorado. Ora sereno, ora mais crispado na defesa dos seus argumentos, mas sempre coerente, Armindo Abreu voltou a confirmar a sua veia de lutador, que tão evidente se tinha tornado no combate difícil que travou durante a campanha eleitoral. Esta é a característica que mais aprecio no presidente do executivo, independentemente de nem sempre concordar com os seus pontos de vista e a suas opções estratégicas. Armindo Abreu é um homem que assenta a sua actuação em princípios sólidos, entre os quais os da coerência, frontalidade e honestidade política, e isso revelou-se determinante para que o presidente tivesse saído da fase mais crispada do mandato mais fortalecido e confiante no futuro.

Sobretudo por isso faço uma apreciação positiva do primeiro ano do mandato, que há-de ficar como uma manifestação inequívoca de que, independentemente dos engulhos que se colocam no nosso caminho, vale a pena lutar pelos princípios em que acreditamos.

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