Chi-coração do porte do nosso pequeno mundo
Ainda que só no mundo dos devaneios!
Uma bonita canção, uma bela letra, uma voz terna, uma singela guitarra, que nos convidam a sonhar, que nos convidam à contemplação do que somos, do que fomos, do que queremos ser… no exercício de vivermos, de ousarmos ser e fazer aquilo em que acreditamos…o que somos, afinal, sem filtros… nós, ainda que só às vezes!
Ao postigo que inventamos só para nós, vejamos as estrelas e caminhemos por aí, tocando a alma na noite, no nosso leito, à espera que o sono chegue! Na insónia, fazendo o que ainda não foi feito, ainda que só no mundo dos devaneios! Falamos sozinhos, sem dizermos nada.
A cada acorde de veludo desta canção, toquemos o peito, o nosso cofre de emoções, onde guardamos tudo!
Ofereçamos uma flor ao que somos!
Toquemos a alma! Subamos a montanha, o Marão talvez, para imaginarmos o pôr do sol, atrás das nuvens, na foz do Douro!
Somos sonhadores a tempo inteiro, se quisermos, só por instantes, ou na imortalidade com data marcada, numa utopia sem sentido, mas verdadeira, unidos por mãos dadas ou num chi-coração do porte do nosso pequeno mundo!
