Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

29
Dez21

Músicas que marcam uma geração


Armindo Mendes

Há músicas intemporais, que nos acompanham ao longo dos anos, umas vezes porque as associamos a momentos especiais das nossas vidas que queremos de alguma maneira perpetuar na nossa memória, outras, simplesmente, por serem tão bonitas, que nos proporcionam um prazer imenso ouvi-las, como esta de Joan Baez – “Diamonds and Rust”, que me remete para os tempos de menino, nos 70`s, quando ouvia no rádio do carro com os meus pais.

28
Dez21

Diferentes de antes


Armindo Mendes

flor vermelha.jpg

Hoje apetece escrever, faça-se, agora, sem ter sequer mote.

Há dias em que parece viajar à bolina, não se sabe de quê.

É algo que se ignora, mas que guia a sorte.

Segue-se para onde? Para quando? Saber-se-á porquê?

 

Aqueles ápices em que tudo e nada parece igual…

Os passos tornam-se indefinidos, reflexo disto e daquilo

No peito, pontadas de inquietudes, palpitações sem final!

Desconchego que consome a lucidez em sigilo.

 

Questões do que se é, do que se faz, o que sente

E o que querem que se seja ou se faça

Curvados pelo “tem de ser”, um muro em frente!

Mas não se é, é-se o que se impõe, qual mordaça?

 

Lança-se amarras, tantas condicionantes

Fica-se tolhido, coartado daquilo que se quer

E quando, esgotados, ousais ser diferentes de antes

Recriminados sois, só por ser!

20
Dez21

BJH - The butterfly band


Armindo Mendes

Que belas músicas e letras compuseram e interpretaram os Barclay James Harvest (BJH) ao longo da sua longa carreira, uma banda que sempre usou o singelo inseto borboleta como seu símbolo, traduzindo a sensibilidade que os seus membros sempre manifestaram com temas que encheram a alma de tantos apreciadores.

Nas capas dos seus discos o nos cenários dos seus concertos não podia faltar a borboleta!

Ouvi-los, nas suas diferentes fases e abordagens estilísticas, proporciona-me um prazer imenso e sempre renovado há tanto tempo, que já nem me lembro!!!

Letras profundas e melodias deliciosas, sobretudo nas suas baladas, são o denominador comum de 30 anos de canções que guardo em dezenas de CDs, DVDs e vinis, uma coleção iniciada na minha adolescência e tão especial quanto a admiração que tenho pela obra da banda.

Borboleta foto.jpg

FOTO: Armindo Mendes

“Child Of The Universe” é uma das composições mais conhecidas dos BJH e uma das mais apreciadas nas suas atuações ao vivo, como esta em Berlim no início da década de 80, "A Concert For The People", um dos período áureos da banda.

 

 

 

19
Dez21

Numa lenda NeverEnding Story


Armindo Mendes

Flores AÇORES 40 (2021_12_14 23_02_40 UTC).jpg

As palavras, como as flores e os sonhos, têm a idade, o tamanho, o tom, o cheiro, a textura, o caminho, o tempo, o idioma e as formas que queiramos!

 

São peças de Legos universais que, sentados no quarto, de meninos de calções e sandálias em tarde de veraneio vamos montando, de olhos grandes de felicidade, para criarmos carreiros imaginários e castelos encantados, com torres altaneiras e túneis secretos que percorremos em segredo, como nos Pequenos Vagabundos.

 

E quando a alma não é pequena, os castelos trajam-se com vestes de gala, bordados com linhas de ouro, botões de rosas, punhos de rendas e botins de cristal.

 

Alaúdes, tambores e flautas tocam em apoteose, abrindo alas… E lá vai o cortejo real, no casario da Rua de Santa Maria, com estandartes, cavaleiros templários de armaduras reluzentes, pajens, trovadores, alquimistas e almocreves para, com cantigas de amigo, dar cor sépia ao mundo de maravilhas que sonhamos fazer parte, num cavalo branco, o Pégaso do Olimpo, com asas de plumas, galopando entre as nuvens, até ao arco-íris do tesouro, onde já lá está o Noddy, de Enid Blyton.

 

Pelo caminho vemos Vicky, o Viking, navegando com o marinheiro Popeye, nas mil e uma aventuras de Tintim, à procura das cabanas de Tom Sawyer, das traquinices de Scooby-Doo ou atos heroicos de Flash Gordon e Robin Hood, da floresta encantada da Branca de Neve o os Sete Anões, ou dos Estrunfes que a minha memória guarda a sete chaves.

 

É tudo tão bonito e doce como as manhãs de sábado com o Verão Azul ou intenso como as tardes de Galáctica e Sandokan, e as noites de medo das metamorfoses de Maya, de Espaço 1999.

 

Férias Açores 2018 São Miguel_Santa Maria_ (335

E o cavalo branco e o seu cavaleiro, qual Zorro, Braveheart ou Lin Chung, galopam entre os nenúfares sobre o atlântico, passando pelo Barco do Amor e Moby Dick, para Oeste, até chegar às Sete Cidades, da Ilha Esmeralda, e ali, escondidos sob dos vulcões, ver os namorados que há tanto tempo choram lágrimas verdes e azuis entre a bruma, formando as duas lagoas infelizes, numa lenda 'NeverEnding Story, existir'!

 

Armindo Mendes

 

 

13
Dez21

Alegria é mentira a rebate


Armindo Mendes

Alegria é saboroso?

Alegria é estar em graça!

Alegria é deleitar-se com gozo

Alegria é rir sem graça na praça!

 

Alegria é um pavão colorido

Alegria é um peixe de coral

Alegria e um prado florido

Alegria é canto de pardal

 

Alegria é na lagoa a volúpia!

Alegria é abraço imenso!

Alegria é aquele arrepio

Alegria é gostinho intenso!

 

Alegria é assim!

Alegria é olhar a pessoa desejada.

Alegria é dar a mão, sem fim!

Alegria é gargalhar cada piada!

 

Alegria é caminhar ao lado

Alegria é trocar olhares

Alegria é dar colo sentado

Alegria é restituir mirares

 

Alegria é ofertar flores

Alegria é estar perto

Alegria é sonhar com ardor

Alegria é sofrer, peito aberto

 

Alegria é palrar

Alegria é confiar

Alegria é partilhar

Alegria é não porfiar

 

Alegria é desejar

Alegria é voltar a ter

Alegria é juntos trilhar

Alegria é a dois viver

 

Alegria tem aroma silvestre

Alegria tempera a alma

Alegria é papoila campestre

Alegria é dedilhar a palma

 

Alegria é palhaço triste que ri

Alegria é céu de sol laranja

Alegria é verde Açores, ali

Alegria é afagar a franja

 

Alegria é o filme da vida

Alegria é aquela banda sonora

Alegria é poema de rima sortida

Alegria tristeza não por ora.

 

Alegria é coração que bate

Alegria é lágrima, um fado!

Alegria é mentira a rebate

Alegria é soluço, embargado.

 

Armindo Mendes

13
Dez21

Intuímos o que já intuíamos


Armindo Mendes

Na labuta das letras…

Quando percebemos o que já percebíamos.

Quando sentimos o que já pressentíamos.

Quando constatamos o que já constatávamos.

Quando intuímos o que já intuíamos.

Quando vemos outrem surpreender-nos sem surpresa.

Quando vivenciamos outrossim, hoje, o que já antecipávamos, ontem!

Imerecido? Porventura, sim! Porém nada que a “trivialidade” não prenunciara.

Estava lá, na tona do rebuliço, não quis atentar o que saltava aos olhos.

Desilusão, quiçá, engano meu, apenas constatação!

Agora digerir o travo amargo, recorrente!

Procurar nas convicções, as minhas, para outrem, fraquezas.

Esmiuçá-las e partir, de novo, para a “trivialidade”,

Com as surpresas, por certo… que outrem, de perfil qualquer...

Há de, sem pasmo, surpreender o previdente incauto, eu!

Para amanhã ficar, sem surpresa, de novo, desiludido!!!

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2014
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2013
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2012
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2011
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2010
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2009
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2008
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2007
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2006
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D