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Marca d'Água

Marca d'Água

29
Dez21

Músicas que marcam uma geração


Há músicas intemporais, que nos acompanham ao longo dos anos, umas vezes porque as associamos a momentos especiais das nossas vidas que queremos de alguma maneira perpetuar na nossa memória, outras, simplesmente, por serem tão bonitas, que nos proporcionam um prazer imenso ouvi-las, como esta de Joan Baez – “Diamonds and Rust”, que me remete para os tempos de menino, nos 70`s, quando ouvia no rádio do carro com os meus pais.

28
Dez21

Diferentes de antes


flor vermelha.jpg

Hoje apetece escrever, faça-se, agora, sem ter sequer mote.

Há dias em que parece viajar à bolina, não se sabe de quê.

É algo que se ignora, mas que guia a sorte.

Segue-se para onde? Para quando? Saber-se-á porquê?

 

Aqueles ápices em que tudo e nada parece igual…

Os passos tornam-se indefinidos, reflexo disto e daquilo

No peito, pontadas de inquietudes, palpitações sem final!

Desconchego que consome a lucidez em sigilo.

 

Questões do que se é, do que se faz, o que sente

E o que querem que se seja ou se faça

Curvados pelo “tem de ser”, um muro em frente!

Mas não se é, é-se o que se impõe, qual mordaça?

 

Lança-se amarras, tantas condicionantes

Fica-se tolhido, coartado daquilo que se quer

E quando, esgotados, ousais ser diferentes de antes

Recriminados sois, só por ser!

19
Dez21

Numa lenda NeverEnding Story


Flores AÇORES 40 (2021_12_14 23_02_40 UTC).jpg

As palavras, como as flores e os sonhos, têm a idade, o tamanho, o tom, o cheiro, a textura, o caminho, o tempo, o idioma e as formas que queiramos!

 

São peças de Legos universais que, sentados no quarto, de meninos de calções e sandálias em tarde de veraneio vamos montando, de olhos grandes de felicidade, para criarmos carreiros imaginários e castelos encantados, com torres altaneiras e túneis secretos que percorremos em segredo, como nos Pequenos Vagabundos.

 

E quando a alma não é pequena, os castelos trajam-se com vestes de gala, bordados com linhas de ouro, botões de rosas, punhos de rendas e botins de cristal.

 

Alaúdes, tambores e flautas tocam em apoteose, abrindo alas… E lá vai o cortejo real, no casario da Rua de Santa Maria, com estandartes, cavaleiros templários de armaduras reluzentes, pajens, trovadores, alquimistas e almocreves para, com cantigas de amigo, dar cor sépia ao mundo de maravilhas que sonhamos fazer parte, num cavalo branco, o Pégaso do Olimpo, com asas de plumas, galopando entre as nuvens, até ao arco-íris do tesouro, onde já lá está o Noddy, de Enid Blyton.

 

Pelo caminho vemos Vicky, o Viking, navegando com o marinheiro Popeye, nas mil e uma aventuras de Tintim, à procura das cabanas de Tom Sawyer, das traquinices de Scooby-Doo ou atos heroicos de Flash Gordon e Robin Hood, da floresta encantada da Branca de Neve o os Sete Anões, ou dos Estrunfes que a minha memória guarda a sete chaves.

 

É tudo tão bonito e doce como as manhãs de sábado com o Verão Azul ou intenso como as tardes de Galáctica e Sandokan, e as noites de medo das metamorfoses de Maya, de Espaço 1999.

 

Férias Açores 2018 São Miguel_Santa Maria_ (335

E o cavalo branco e o seu cavaleiro, qual Zorro, Braveheart ou Lin Chung, galopam entre os nenúfares sobre o atlântico, passando pelo Barco do Amor e Moby Dick, para Oeste, até chegar às Sete Cidades, da Ilha Esmeralda, e ali, escondidos sob dos vulcões, ver os namorados que há tanto tempo choram lágrimas verdes e azuis entre a bruma, formando as duas lagoas infelizes, numa lenda 'NeverEnding Story, existir'!

 

 

 

13
Dez21

Alegria é mentira a rebate


Alegria é saboroso?

Alegria é estar em graça!

Alegria é deleitar-se com gozo

Alegria é rir sem graça na praça!

 

Alegria é um pavão colorido

Alegria é um peixe de coral

Alegria e um prado florido

Alegria é canto de pardal

 

Alegria é na lagoa a volúpia!

Alegria é abraço imenso!

Alegria é aquele arrepio

Alegria é gostinho intenso!

 

Alegria é assim!

Alegria é olhar a pessoa desejada.

Alegria é dar a mão, sem fim!

Alegria é gargalhar cada piada!

 

Alegria é caminhar ao lado

Alegria é trocar olhares

Alegria é dar colo sentado

Alegria é restituir mirares

 

Alegria é ofertar flores

Alegria é estar perto

Alegria é sonhar com ardor

Alegria é sofrer, peito aberto

 

Alegria é palrar

Alegria é confiar

Alegria é partilhar

Alegria é não porfiar

 

Alegria é desejar

Alegria é voltar a ter

Alegria é juntos trilhar

Alegria é a dois viver

 

Alegria tem aroma silvestre

Alegria tempera a alma

Alegria é papoila campestre

Alegria é dedilhar a palma

 

Alegria é palhaço triste que ri

Alegria é céu de sol laranja

Alegria é verde Açores, ali

Alegria é afagar a franja

 

Alegria é o filme da vida

Alegria é aquela banda sonora

Alegria é poema de rima sortida

Alegria tristeza não por ora.

 

Alegria é coração que bate

Alegria é lágrima, um fado!

Alegria é mentira a rebate

Alegria é soluço, embargado.

 

13
Dez21

Intuímos o que já intuíamos


Na labuta das letras…

Quando percebemos o que já percebíamos.

Quando sentimos o que já pressentíamos.

Quando constatamos o que já constatávamos.

Quando intuímos o que já intuíamos.

Quando vemos outrem surpreender-nos sem surpresa.

Quando vivenciamos outrossim, hoje, o que já antecipávamos, ontem!

Imerecido? Porventura, sim! Porém nada que a “trivialidade” não prenunciara.

Estava lá, na tona do rebuliço, não quis atentar o que saltava aos olhos.

Desilusão, quiçá, engano meu, apenas constatação!

Agora digerir o travo amargo, recorrente!

Procurar nas convicções, as minhas, para outrem, fraquezas.

Esmiuçá-las e partir, de novo, para a “trivialidade”,

Com as surpresas, por certo… que outrem, de perfil qualquer...

Há de, sem pasmo, surpreender o previdente incauto, eu!

Para amanhã ficar, sem surpresa, de novo, desiludido!!!

12
Dez21

Solidão, com tanta gente


Algumas músicas, tocam para o mundo, outras tocam só para nós, não sabemos bem porquê, marcam o percurso de um alento, convidam-nos, esta noite, a revisitar os nossos heróis do passado mais profundo, abrindo os cortinados da alma ou as chuvas que já caíram, os rios que já se debruçaram no oceano.

Os castelos romanos já caídos, as citânias que são guardiãs do pretérito, onde ainda cheiramos suores celtas do noroeste peninsular – nós!

Os ritmos das baladas são tão como nós, que nos confundimos com eles, em encruzilhadas de sopros e cordas que tocam para o mundo, que nos bafejam o rosto, como acordes que balanceiam as folhagens do grande carvalho da aldeia que afaga o moinho dos murmúrios e que deixa por onde passamos um tapete de tons de outono que pisamos ontem, hoje e amanhã, num caminhar lento que sucumbe à vontade de, simplesmente, nos deixarmos planar sobre a cascata.

Para podermos inspirar o ar do bosque e olharmos em redor, como esvoaçando, saboreando o prazer sem graça de estarmos a olhar, com argúcia de felino, para lá do que vemos, num exercício turvo de solidão, com tanta gente.

 

10
Dez21

Ecos e sombras


Às vezes gosto de escrever sobre ecos e sombras!

Coisas estranhas neste tempo que sou!

Numa torre altaneira imagino a olhar-me nos olhos turvados e a navegar entre brados

Na insónia sonho o que sonhei ontem para os amanhãs, hoje pretéritos

E crer no retorno das ondas salgadas ao areal, de cabelos grisalhos à nortada

Abraço-me, tremo, vagueio à bolina da madrugada, ao virar da página.

 

 

Atalho quieto, sozinho como gosto, ouço a "ronca" da Póvoa na neblina

E a traineira no fim do mar, em silhueta, é ponto de luz que me amansa

Gosto da maresia de setembro. Sento-me na areia, saltito descalço entre algas e mexilhões

Que bom rever rochedos onde brinquei em menino com um baldinho

E imaginar os castelos na areia com sonhos à janela e pontes que fiz

Mas que a água levou, curioso prenúncio de destino. Adormeço!

 

Armindo Mendes

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