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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

30.09.13

Autárquicas 2013: noite de emoções fortes!

Armindo Mendes

No Tâmega e Sousa, viveu-se uma noite de emoções fortes, com mudanças autárquicas concretizadas em Amarante e Paços de Ferreira e “quase” mudanças em Paredes e Lousada.

Foi uma noite especial em que os corações de tanta gente bateram muito forte, sobretudo nos concelhos com votações mais apertadas.

Feitas as contas, houve explosões de alegria e lágrimas em Amarante e Paços, onde aconteceram as viragens.

Em Paredes, houve um terramoto, mas Celso Ferreira segurou-se no limite, por pouco mais de 70 votos. Contudo, em quatro anos, o PSD perdeu naquele concelho 11.000 votos!

O que se passou? O tempo responderá!

Em Paços, caiu, sem surpresa (?), o presidente dos Autarcas Sociais-Democratas (ASD), Pedro Pinto, “vítima” por ter um concelho onde a água custa muito dinheiro.

No resto da região, quase tudo na mesma, com o resultado de Baião a destacar-se.

Carneiro teve ali mais de 71%, a votação mais expressiva do distrito do Porto.

Também em Felgueiras, Inácio Ribeiro (PSD) alcançou um resultado histórico, com 58,3%, reforçando a maioria absoluta.

Em Celorico, Joaquim Mota e Silva, que tinha sido eleito há quatro anos pela primeira vez, alcançou agora um resultado extraordinário: quase 65%! O resultado mais expressivo do distrito de Braga.

Volvidas as eleições, cumpridas as regras, seja bem-vinda a alternância, catalisada agora pela lei da limitação dos mandatos.

Boa sorte aos estreantes e continuação de bom trabalho aos que viram renovado o seu mandato.

Desde 1993 que assisto a estas mudanças. Desde essas saudosas eleições, já todos os concelhos mudaram de presidentes de câmara!

E desta vez caíram os últimos “dinossauros”: Armindo Abreu, em Amarante, e Jorge Magalhães em Lousada, que estavam no poder desde 1995, o primeiro, e 1990, o segundo.

Os dois não se puderam recandidatar. O sucessor em Amarante, Dinis Mesquita, perdeu, mas o sucessor em Lousada, Pedro Machado, venceu.

É assim a democracia!

Uns saem, outros entram. Ideias novas, caras novas, quase sempre para bem dos munícipes. O povo é soberano.

Desta vez, na presidência, vão estrear-se Pedro Machado (PS), em Lousada, José Luís Gaspar (PSD) em Amarante, Humberto Brito (PS) em Paços de Ferreira e Antonino Sousa (PSD/CDS), em Penafiel. São todos ainda relativamente jovens e têm muito para dar aos seus concelhos.

Como jornalista na região há mais de duas décadas, desejo boa sorte a todos.

Vamos (continuar a) trabalhar todos juntos, no respeito escrupuloso das competências e atribuições de uns e de outros, para bem do Tâmega e Sousa!

 

19.09.13

Não aprecio a "moda" de quem escreve sem acentos gráficos

Armindo Mendes

Não levem a mal o desabafo, mas confesso que, por estes dias de tanto trabalho de edição, é difícil conviver com muitos "escritos" que me têm passado pelas mãos, de vários autores, sobretudo por em quase todos encontrar erros grosseiros de acentuação das palavras, ou, para ser mais rigoroso, na completa falta de acentos gráficos!

Há anos que venho notando essa dificuldade em muitos, profissionais e não profissionais da escrita, que redigem coisas, mas confesso que, nos últimos tempos, o cenário tem-se agravado.

Há cada vez mais gente, incluindo muitos ditos “letrados” que, com o maior desplante, nuns casos, e ignorância noutros, discorrem sem acentuar as palavras, publicando as suas profundas reflexões na web e noutros canais! Até nas legendas dos noticiários televisivos a praga vai grassando.

E a moda tem proliferado com as redes sociais, onde tanta gente, nos comentários, a coberto de um certo facilitismo, escreve sem usar acentos! E quando chamamos à atenção de umas pessoas por escreverem sem acentos, essas acham normal e até gozam connosco por sermos uns “betinhos” que nos damos ao trabalho de "escrever direitinho"!

Aquilo começa a ser tão banal, que já ninguém, ou quase ninguém, liga! Qualquer dia escrever sem acentos vai tornar-se regra!

Quando eu andava na escola primária, apanhava uma reguada por cada erro ortográfico, incluindo a falta dos acentos. E quando comecei a redigir notícias nos computadores, o meu editor não permitia o uso de corretores ortográficos digitais, o que me obrigava a escrever tudo direitinho! Quando tinha dúvidas, consultava um pequeno dicionário que estava sempre na minha mesa de trabalho. E assim fui-me obrigando a escrever as letrinhas todas, até os acentos!

Hoje, vale tudo, sobretudo para a malta mais nova que, salvo raras exceções, tão formatada nas conversas de chat e SMS, maltrata a nossa língua com uma forma de escrever no mínimo patética!

Temo que o cenário se vai agravar ao ponto de o próximo acordo ortográfico terá de fazer mais umas cedências e deixar cair uns quantos acentos gráficos para corresponder à "evolução dos tempos”.

E assim vai-se vilipendiando aquela que é uma das marcas mais identitárias da nossa nacionalidade portuguesa – a nossa língua!

Foi apenas um desabafo da minha parte!

07.09.13

É o artifício do real que se faz

Armindo Mendes

Por estes dias que antecedem as autárquicas, está tudo bem, formalmente bem, tudo corre de acordo com os ditames do politicamente correto.

Não obstante essa evidência, abundam, a este espaço de opinião, motivos para discorrer, tantas têm sido as incidências que vamos observando e ouvindo!

Alguns episódios recentes, por serem tão ziguezagueantes, deixam-nos atónitos, incrédulos, quase sem reação!

Como no passado mais ou menos recente, acometidos de amnésias agudas, vai faltando a memória a certos protagonistas da política, a uns certos paladinos da “verdade absoluta”, mas do mundo virtual!

É o artifício do real que se faz por estas e outras bandas bem próximas, fazendo jus, todos os dias, à “máxima” que o nosso povo, com propriedade e a inteligência de séculos, tanto gosta de zurzir, de que a política, para tantos que lá andam, se faz, acima de tudo e antes de tudo, por interesses! A política dos valores, dos compromissos e dos princípios, às vezes, é um conceito abstrato, coisa de livros, coisa do passado recôndito!

Sobretudo de uns quantos que, ora estando, ora fazendo de conta que não estão, se vão posicionando em função de causas casuísticas - pessoais ou outras!