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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

28.06.13

O país que não parou e que as televisões não registaram!

Armindo Mendes

Ontem, ao observar a avalancha noticiosa televisiva sobre a dita “Greve Geral”, fiquei perplexo, porque se ficou com a ideia de que o país parou mesmo! Mas isso não aconteceu, posso afiançar com propriedade! Cá por cima, por terras do Tâmega e Sousa, onde se concentram os maiores polos produtores nacionais de mobiliário, calçado e metalomecânica, com dezenas de milhares de postos de trabalho, mas onde o emprego na administração pública é residual, nada se passou de extraordinário!

Foi um normalíssimo dia de trabalho, como era bem percetível no enorme movimento de viaturas nas horas de entrada e saída das fábricas, ou nos parques de estacionamento das empresas preenchidos por centenas de automóveis, como é normal num dia de trabalho por estas paragens!

Por isso, dizer-se que a “Greve Geral parou o país foi, no mínimo, sob ponto de vista jornalístico, pouco rigoroso!

27.06.13

“Ecossistema” ‘Windows 8’ aprimora recursos e exponencia possibilidades

Armindo Mendes

Determinados tipos de trabalho estão hoje muito facilitados pelas tecnologias de informação disponíveis no mercado. A evolução neste domínio tem sido avassaladora nos últimos anos.

Cada mês que passa, surgem aprimoramentos de soluções tecnológicas e a apresentação de novos modelos, novos conceitos e novas soluções, sob a forma dos chamados “gadgets”, em termos de “hardware” e “software”, que potenciam a performance e as possibilidades de conectividade, com vantagens no trabalho e no lazer.

Neste domínio, o designado ecossistema da Microsoft, baseado no recente “Windows 8”, emerge claramente como a solução mais completa na dura batalha que as gigantes tecnológicas têm travado à escala mundial.

Eu gosto muito da solução proposta pela Microsoft, por ser a que, de forma mais eficaz e produtiva, consegue ligar várias soluções tecnológicas, como PC, “tablet” e “smartphone”, assegurando uma complementaridade notável entre vários equipamentos, cujos conteúdos, de diferente natureza, como calendários, agendas, ficheiros “Office” e material multimédia, como fotos, vídeo e áudio, são facilmente sincronizados.

O meu PC de trabalho está equipado com o “Windows 8”, o sistema operativo que consegue, pela primeira vez, garantir as funcionalidades do tradicional ambiente de trabalho do “PC” a outros recursos que, através do designado ambiente “Metro”, associamos mais ao “smartphone” ou “tablet”, com inúmeras aplicações que podem ser descarregadas da loja, capazes de fazer uma panóplia de tarefas.

Este sistema operativo interage na perfeição com o seu “irmão” Windows Phone 8, que corre no meu “smartphone”, proporcionando inúmeras possibilidades de sincronização, em tempo real, de incontáveis conteúdos, o que é extraordinariamente útil.

Por exemplo, um documento “word” editado no PC pode ser acedido imediatamente no “smartphone”, que pode ser usado para prosseguir a edição. O mesmo acontece com os “tablets” que correm em ambiente Windows 8, como o “Surface”, apresentado recentemente pela Microsoft, que se destaca por vir acompanhado de um teclado físico, facilmente descartável, que exponencia de forma fantástica as virtudes dos “tablets”, sobretudo o “touchscreen”, acrescentando-lhe a possibilidade de editar ficheiros “Office”, como o “Word” ou “Excel”, por exemplo, ou escrever mensagens com outro conforto. A vantagem do “Surface”, que entretanto adicionei às minhas ferramentas tecnológicas de trabalho, é que, reunindo as vantagens de ser um “tablet”, nomeadamente o reduzido tamanho e peso, pode ser usado como um PC, porque está munido do ambiente Windows 8 e teclado físico, ao contrário de outros “tablets”, como os “IPad” ou os “Android”, que são algo limitados em ferramentas de produtividade, não constituindo para mim soluções portáteis de trabalho eficazes, ao ponto de poder substituir os velhos “portáteis”.

A sincronização entre as três plataformas Windows 8 - computador, “Surface” e “smartphone” é muito fácil, ao ponto de, por exemplo, podermos gerir, de forma concertada, contas de correio eletrónico e configurações comuns ao computador e “tablet”, incluindo contas de Office 365, e aplicações muito populares, como os jogos e músicas da “Xbox”, acessíveis nas três plataformas.

Este é, sem dúvida, um mundo muito excitante, em permanente evolução, ao ponto de pensarmos que muito estará ainda para vir, não nos atrevendo sequer a imaginar o quão fascinante vai ser. Para estes dias está anunciada a mais recente atualização do Windows, designada Windows 8.1, a qual acrescenta mais funcionalidades ao sistema operativo. Anuncia-se, também, para breve, o lançamento de uma atualização do software que corre nos “smartphones” em ambiente Windows.

27.06.13

A dita “greve geral” passa ao lado dos trabalhadores do setor privado

Armindo Mendes

A greve, dita “geral”, de hoje, evidencia, uma vez mais, o que há muito se sabe: este país tem duas realidades bem distintas e inteligíveis no mundo laboral: cidadãos que trabalham para o Estado ou para o setor empresarial estatal, que aderem quase sempre em grande número a estas paralisações, e os trabalhadores do setor privado que, em regra, aderem pouquíssimo a estas greves.

Basta percorrer, hoje, os concelhos industrializados do Vale do Sousa para se demonstrar aquela observação:

As repartições públicas e outros serviços de Estado estão quase todos parados devido à greve, enquanto os milhares de funcionários da indústria, comércio e serviços da região estão, obviamente, a trabalhar, passando ao lado desta pretensa “greve geral”. É um dia normalíssimo.

Esta aparente desconformidade acaba por ser, numa primeira e superficial análise, algo contraditória, porque se sabe que, em regra, a maioria dos trabalhadores do Estado tem melhores condições remuneratórias, horários e outros direitos que os do privado ligados àprodução de artigos transacionáveis. Seriam, portanto, os trabalhadores do privado que, em protesto com essas desigualdades, mais motivações teriam para aderir à dita greve. Mas tal não ocorre. Porque será?

Não vale a pena aventar com grandes teorias para explicar a situação!

O senso comum responde de forma clara: Obviamente, que, apesar de todas as recentes medidas que têm penalizado sobretudo os trabalhadores da administração pública, precarizando os seus vínculos e enfraquecendo as suas remunerações, ainda são esses que gozam de mais estabilidade laboral, que lhes confere uma segurança para aderir à greve que os do privado, por conhecerem o patrão, nem ousam experimentar.

Que eu saiba, os números de desemprego dramáticos que o país hoje apresenta decorrem, na sua esmagadora maioria, da perda de postos de trabalho do setor privado, o primeiro, há vários anos, a sofrer com o dito "ajustamento", que só mais recentemente chegou à administração pública.

Obviamente, dirão alguns, esta é uma análise simplista, que aborda apenas parte da matéria, embora, no meu ponto de vista, a mais proeminente, havendo outros fatores que concorrem para a dita diferença de atitude de “uns” e de “outros” face às greves.

Mas esses ficarão para futuras dissertações.

24.06.13

24 de junho é o dia 1 de Portugal

Armindo Mendes

No dia 24 de junho de 1128, rezam os manuais de história, foi travada a batalha de S. Mamede, nos arredores de Guimarães.

Ao bater a investida militar da Galiza e Castela, terá sido nesse dia que D. Afonso Henriques e as suas tropas do Condado Portucalense deram um passo determinante que culminaria na independência de Portugal.

Por isso, não percebo a razão pela qual este dia, por ser o dia 1 de Portugal, não é feriado nacional!!!

Pelo menos, em Guimarães, a data é lembrada com as honras que merece!

 

 

22.06.13

As hortênsias de Celorico de Basto que fazem lembrar os Açores

Armindo Mendes

O parque urbano do Freixieiro, em Celorico de Basto, é um dos mais bonitos que conheço e um dos que traduz um ótimo aproveitamento dos recursos públicos em prol do bem-estar da população.

Trata-se de um espaço cheio de verdes viçosos e com um desenho muito bonito, nas margens do curso de água que lhe deu o nome. Há uns anos, aquela era uma zona esquecida e algo degradada de Celorico de Basto, mas o investimento lá realizado, baseado num bom gosto notável e aproveitamento do bosque que já existia, transformou-o numa joia que apetece fruir, olhando, cheirando, ouvindo o chilrear da passarada ou, simplesmente, sentindo a natureza em todo o seu esplendor!

Lá não faltam equipamentos desportivos, parque infantil, mobiliário para piqueniques, extensos relvados, zonas de sombra abundante e trilhos para caminhar, ladeados por tradicionais moinhos de granito, recuperados com oportunidade. Também o lago que lá foi construído é encantador, com aves que cativam a pequenada, mas também os mais graúdos.

E nesta altura do ano sobressaem por lá, nas margem do pequeno rio, as hortências, flores que adoro observar e que me fazem lembrar as lindíssimas ilhas do Açores.

Hoje, por instantes, embalando pelo entoar das cascatas do Freixieiro, deixei-me, no imaginário, viajar para as “atlântidas ilhas”, olhando as hortências, deliciado, com a sua beleza, com os seus tons de azul extasiante em forma novelo, que pareciam felizes com os primeiros raios de sol quente de um verão acabado de chegar!

Foi muito agradável caminhar calmamente, olhando os moinhos e as aves do lago, rumo ao fim de tarde, abrigado do calor por árvores robustas e refrescado pelo gelado que degustei, em ótima companhia, sentado no banco defronte para espelho de água.

18.06.13

O exercício da liberdade de uns deixa de ser aceitável quando interfere na liberdade de outros

Armindo Mendes

O direito de uns fazerem greve, que é inalienável num Estado democrático, é tão legítimo quanto o de outros não o quererem fazer, num Estado em que a liberdade - penso eu - ainda é um valor igualmente inalienável, de acordo com a Constituição que tantos apregoam, em nome de uma requerida equidade, tantas vezes invocada para defender interesses mais ou menos legítimos de corporação, mas quase sempre olvidada quando não importa – veja-se a dicotomia de, no mesmo país, certos cidadãos serem obrigados a trabalhar 40 horas semanais e outros 35, perante o silêncio, de décadas, das estruturas sindicais.

Serve este breve intróito para dizer que, por estes dias, tenho observado coisas que me perturbam, nomeadamente de determinados cidadãos, com comportamentos muito pouco democráticos, coagirem outros a fazerem greves, insultando-os com epítetos pouco democráticos e civilizados!

Não pretendendo entrar na deriva da discussão sobre determinada greve, sobretudo do seu ‘timing’, não é intelectualmente aceitável, nem democrático vilipendiar colegas de classe que ousam querer trabalhar, impondo um ‘determinismo’, imposto pelas nomenclaturas sindicais, com laivos de sociedade coletiva em que nunca acreditei.

É tão pouco democrático vermos um ministro ou um governo querer impor, pela força, alterações em determinada legislação, sem cuidar de ouvir as preocupações de uma certa classe, como observarmos representantes desse grupo profissional a impor a sua vontade a outros que dela discordam.

O exercício da liberdade de uns deixa de ser aceitável quando interfere na liberdade de outros.

Estes são os valores da tolerância, do humanismo e do respeito pelos que de nós discordam, em que acredito!

15.06.13

Caminhada por domínios da Ordem de Malta

Armindo Mendes

Hoje foi dia para mais uma caminhada, desta feita por terras de Lousada.

O destino era a freguesia de Sousela, cujo território, em tempos de reconquista cristã, foi domínio da Ordem de Malta.

O mote da jornada foi esse, tendo sido possível observar, ao longo da caminhada, vários marcos em pedra que delimitavam o território, sobretudo na zona junto ao rio Mesio, um pequeno curso de água afluente do Sousa.

Apesar de dissimulados pela vegetação, aqueles são sinais de um passado rico que muitos desconhecem. Os promotores da caminhada – Sentir Património – foram dando preciosas informações sobre o contexto histórico do que íamos observando.

Os pedestrianistas puderam caminhar ao longo de um bonito vale, com férteis terras, onde sobressaiam os vinhedos, as árvores de fruto e os campos de milho, ainda e tenra idade. As fragâncias campestres e os verdes viçosos foram presenças que os nossos sentidos agradeceram.

 

 

Num ritmo sempre calmo, naquelas paragens também foram observadas casas, de várias épocas históricas, que outrora foram habitadas por famílias abastadas, sobretudo proprietários rurais.

A partida e a chegada aconteceram numa exploração vitícola - Quinta de Lourosa -, onde foram observados muitos hectares de vinha e provado o néctar.

13.06.13

A fotografia digital de terceira geração: os smartphones

Armindo Mendes

Sendo filho de um pai que era fotógrafo, cresci a “tirar” fotografia. Ainda hoje, o mundo da fotografia é um dos meus passatempos preferidos, para além da componente profissional que, pontualmente, ainda vai representando para mim.

Ao longo dos anos, terei já captado, através das lentes óticas, milhões de imagens, as primeiras ainda em película e mais tarde para suporte digital.

Esta imagem que apresento tem para mim um duplo significado. Em primeiro lugar aquilo que ela retrata, com uma qualidade notável, enquanto mosaico de cores de um Alentejo primaveril do qual tanto gosto.

Mas, tão importante quanto isso, o facto de ter sido captada com o meu telemóvel, provando, se dúvidas havia, que estes suportes já são a terceira geração da fotografia, dando como adquirida que a primeira foi a analógica – em película e papel – e a segunda com o surgimento das câmaras digitais.

A terceira geração acrescenta muito à segunda, por permitir associar um vasto conjunto de recursos tecnológicos que garantem uma qualidade superior e exponenciam, através de técnicas digitais avançadas, as capacidade de captação de imagem, inclusive simulando uma panóplia de lentes e filtros de cor notáveis.

Hoje já começa, em muitas circunstâncias, a fazer sentido pergunta, na altura do “clic”, se devemos optar pelas câmaras digitais ou se, em alternativa, se desejarmos algo mais elaborado, o smartphone que trazemos no bolso.

Comigo já aconteceu muitas vezes, posso garantir. Sobretudo nos momentos em que, após o “clic”, gostando do efeito, nos apetece partilhar de imediato o resultado com os “amigos” através das redes sociais.

 

 

 

 

10.06.13

Trilhos de Compostela, em Felgueiras

Armindo Mendes

Participei hoje numa atividade que percorreu, ao longo de cerca de 20 quilómetros, o antigo caminho de Santiago que atravessava o concelho de Felgueiras, de Nascente (Borba de Godim) a Poente (Vila Fria).

Na atividade participaram caminheiros, ciclistas de BTT e alguns cavaleiros.

Apesar da chuva que teimosamente ia dizendo presente, gostei muito das horas que passei caminhando, na companhia de tanta gente simpática e desfrutando de paisagens tão bonitas no concelho de Felgueiras.

Caminheiros, ciclistas e cavaleiros, todos honraram, com ritmos distintos, os trilhos que há séculos eram percorridos por peregrinos, rumo a Compostela.

 

Borba de Godim é uma freguesia bonita, com os seus vinhedos e caminhos que rasgam os campos, com a mata do Seixoso no horizonte.

Sem surpresa, em Caramos e Moure vimos prados verdejantes, riscados por trilhos romanos e casas centenárias.

Retemperadas as forças, com paragem na sede do concelho, partimos para a vertigem da descida até Vila Fria, deixando para trás Pombeiro, com o seu mosteiro que domina um vale recheado de história. Na aldeia do Burgo sentimos o peso da tradição, a caminho da ponte do Arco, já em Vila Fria, terra de moinhos beijada pelas águas do Vizela.

 

03.06.13

Eu disse PRESENTE

Armindo Mendes

Eu fui dos muitos milhares de portugueses que disseram “SIM” à campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar, que decorreu neste fim de semana. No supermercado, fi-lo de forma humilde, mas sentida, na convicção muito profunda de estar, com este gesto, a ajudar algum pai, por esse país fora, que já não conseguirá ter meios para alimentar, de forma digna, um filho!

Nada de mais profundo pode tocar o meu coração, que se encolhe só de imaginar o sofrimento que muitos estarão a sentir ante provações inimagináveis.

O momento por que passa o país não pode deixar ninguém indiferente, sobretudo o que, como eu, não obstante as contrariedades, não enfrenta privações tão duras como as que põem em causa a dignidade humana.

Os egoísmos e materialismos que todos, às vezes, vamos evidenciando, são tão estúpidos quando, olhando à volta, percebemos haver cada vez mais portugueses numa situação bastante pior do que a nossa.

Haverá famílias que enfrentam dificuldades por culpa própria, é certo, se calhar por terem, imprudentemente, assumido compromissos financeiros demasiado elevados, sem precaverem que algo pudesse acontecer.

Mas, custa-me mais observar as famílias de portugueses que, sem nunca terem entrado em “loucuras” e, na maioria dos casos, com magros salários, enfrentam hoje situações de tremenda dificuldade, por um ou mais elementos do agregado ter ficado desempregado.

Por isso, as campanhas do banco alimentar são importantes. Obviamente não resolvem o problema, mas ajudam, com certeza, a tornar o sofrimento de alguns seres humanos, menos atroz.

Em nome do amor ao próximo, devemos todos ajudar, quando somos chamados a fazê-lo!