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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

22.04.13

O Douro por terra de Tormes, que Eça imortalizou

Armindo Mendes

 

Uma imagem do Douro, tão belo, que aqui, em Caldas de Aregos, em dia ensolarado, como o de domingo, acolhia embarcações de recreio. Na outra margem, ao fundo, a Linha do Douro, as encostas de Baião, concelho verde, tão rico em paisagens e tradições. É terra de Santa Cruz, terras de Tormes, que um dia foram de Eça de Queiroz, que ali escreveu "A cidade e as Serras".

Era esta pequena estação que o romancista descrevia no seu livro, nas idas e chegadas!

 

22.04.13

O imenso Douro Verde!

Armindo Mendes

O imponente rio Douro, aqui no território vestido de tons esverdeados que pintam as encostas das terras de Resende, Baião e Cinfães, as mesmas que Eça tão bem descrevia!

Por isso há quem chame a este território do “Douro Verde”, numa alusão à vegetação viçosa, mas também ao Vinho Verde que estas encostas ajudam a tornar tão adamado.

Foi no fim de tarde de domingo, quando o sol se punha por detrás de montanhas, que registei o momento.

 

22.04.13

As paixões pela escrita e pela rádio começaram por terras de Fafe… há muito tempo!

Armindo Mendes

Há dias, do baú de recordações, recuperei estas imagens que partilho agora com os meus amigos. Há muitos anos, em Fafe, foi assim que tudo começou no meu percurso profissional, sempre ligado ao gosto pela rádio e pela escrita. Naquela casa, que abrigava a Rádio Clube de Fafe e o Correio de Fafe, fizeram-se muitos profissionais, ajudados por mestres pacientes que recordo. Ali escrevi as primeiras notícias e realizei os primeiros programas, quase sempre ligados à informação.

 Foram anos vivenciados com grande paixão pelo gosto de aprender, na procura de fazer mais e melhor, no gosto de comunicar!

Ali estavam a escrita e a música - duas paixões que nutria desde a infância – unidas num projeto que acabou por ser profissional.

Não sei se terá sido a opção certa, mas desde os tempos que hoje recordo, nunca mais parei nestas lides, apesar de tanta coisa ter mudado, na forma de se trabalhar e de estar na profissão.

Recordo simplesmente, com saudade e carinho, esses momentos tão bonitos, de um certo romantismo, de tantos sonhos!

21.04.13

Amarante: nunca resisto a registar quadro tão singular!

Armindo Mendes

Cada vez que se vai, demoradamente, a Amarante é uma oportunidade nova para, com paciência, deitando, quase sem querer, a mão à máquina que trazemos no bolso, registarmos o momento, ousando captar aquele "acaso" de luz, com a subtileza dos reflexos do Tâmega que irradiam o brilho que desabrocha do céu, o que confere uma tonalidade sempre especial ao conjunto medieval formado pelo mosteiro, pela ponte, pelo rio e pelo casario circundante.

Nunca me canso de registar aquele quadro tão magnífico, tão singular!

20.04.13

Casa de Sergude - antigo solar senhorial de Felgueiras

Armindo Mendes

O Entre Douro e Minho é uma região com uma história riquíssima, aqui havendo inúmeros solares que atestam a importância do território em séculos idos, como a Casa de Sergude, uma antiga habitação senhorial, em Felgueiras, onde viveu a família do nobre Pedro Coelho, um dos homens que assassinou Inês de Castro. A fundação da casa conta com influência gótica que remonta aos séculos XIII e XIV.

Também está ligada a Nicolau Coelho, navegador que comandou uma das naus que participaram na descoberta do Brasil.

A edificação foi reconstruída em revivalismo neomedieval pelo arquiteto portuense Marques da Silva, o autor do projeto da estação de S. Bento, no Porto.

Os jardins são lindíssimos, havendo até uma fonte decorada com azulejos com a imagem de Santa Luzia.

Por lá passei recentemente, revendo quão bonita e importante é aquela propriedade no concelho de Felgueiras, nem sempre lembrada

com o enfoque que merecia.

05.04.13

Chariots of Fire – o hino da minha adolescência

Armindo Mendes

Chariots of Fire, de Vangelis, foi o tema que mais celebrizou este músico grego.

Durante anos foi uma espécie de hino que me acompanhou em tantos momentos marcantes, sobretudo na adolescência.

A sua melodia quase épica, associada às imagens do filme, fez sonhar tanta gente da minha geração. Sonhar com um futuro risonho.

Ainda hoje, quando a ouço, é especial, apesar do futuro de ontem, hoje presente, ser menos risonho do que o almejado outrora!

 

04.04.13

Ver e ouvir Waters e Gilmour juntos é uma emoção!

Armindo Mendes

 

Que emoção rever e “reouvir” estes dois grandes senhores juntos.

 

Este vídeo é de maio de 2011, gravado em Londres. Uma verdadeira pérola.

Desde criança que gosto muito da música dos Pink Floyd.

Ainda hoje guardo vários discos em vinil, apesar de tão gastos pelas audições sucessivas!

Aprendi a ouvi-los precocemente com pouco mais de sete ou oito anos de idade.

Quando o grupo acabou, no início da década de 80 - era eu ainda muito pequeno - foi uma enorme desilusão! Poucos anos depois retomou, com grande qualidade, é certo, mas já sem Roger Waters.

Continuei a gostar da banda, então liderada por David Gilmour, mas faltava sempre qualquer coisa: o toque melódico de Roger Waters.

Ao longo dos anos continuei a ouvir os discos que entretanto saíram e os antigos que entretanto se tornaram clássicos da música, como o “The Wall”, “The Dark Side of the Moon” e “Wish You Were Here”, entre outros produzidos pelos quatro elementos do grupo, antes da saída do Waters.

Ao longo dos anos abundaram, incluindo entre os apreciadores, as discussões sobre quem teve responsabilidade no fim da banda. Pior do que isso, as discussões, nem sempre civilizadas, sobre os méritos e deméritos de Gilmour e Waters.

Sempre achei uma estupidez estas “cenas”, porque ambos são músicos de elite, com qualidades fantásticas. Os dois tiveram e têm carreiras a solo de grande sucesso (tenho discos de um e de outro), provando que são, de facto, muito bons, cada um com o seu estilo, com as suas vozes, com a sua sensibilidade e, acima de tudo, com a sua mestria!

Mas é quando atuam ao vivo e executam velhos temas dos Pink Floyd que se percebe que o espetáculo, um sem o outro, nunca atinge a excelência que os apreciadores reclamam.

Por isso, ouvi-los de novo juntos, ainda que só por instantes, depois de tantos anos de desentendimentos, executando e cantando, em Londres, “Confortably Numb”,é tão gostoso e tão especial, sobretudo por ser um momento que muitos, como eu, há muito desejavam.

Neste vídeo, quando Gilmour surge no alto do muro, cantando e tocando guitarra e exortado por Waters, é verdadeiramente único. As suas vozes completam-se tão bem!

São as vozes dos Pink Floyd, aquelas que conquistaram o mundo!

Dá vontade de ver e voltar e ver este vídeo.

Que pena estes dois senhores, verdadeiros clássicos e ícones da música mundial, não aparecerem mais vezes juntos!