Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

30.12.12

Um orgulho enorme ser vimaranense

Armindo Mendes

 

Há uns anos, foi uma honra enorme ver reconhecida a minha "cidade-berço" como Património Mundial da Humanidade, fazendo jus à joia arquitetónica do velho casco medieval, onde, há uns quantos anos crescia e brincava com os outros meninos. No ano que agora termina, foi um orgulho muito especial ver a minha querida Guimarães como Capital Europeia da Cultura, um mote justo e que ajudou a tornar a urbe ainda mais apetecível para que lá vive ou visita.

30.12.12

Apenas alguns recantos especiais de Guimarães

Armindo Mendes

 

O velho  burgo medieval de Guimarães reserva-nos sempre surpresas. No sábado, passeando pelo centro, alguém conhecedor do casco histórico apresentou-me este cantinho tão delicioso da cidade, que eu não conhecia.

Chama-se "Ilha do Sabão" e ali residiam antigos operários da zona de Couros, uma antiga indústria da cidade.

 

 

Em cada recanto da cidade Património Mundial, somos convidados a contemplar o casario magnificamente recuperado.

 

 

Os candeeiros antigos, em cada esquina da cidade velha, são sinais bem presentes do bom gosto dos nossos antepassados.

 

 

 

E por esta altura, as velhas ruas vestem-se de um colorido tão especial...

 

 

Incontornável, a passagem pela Praça da Oliveira, a mais bonita de Portugal, digo eu!

 

 

No Toural, praça de afetos, encontros e reencontros, de todos os vimaranenses...

18.12.12

Capital cresce cada vez mais à sobra da gigantesca máquina do Estado

Armindo Mendes

Sou nortenho e portista, mas gosto de Lisboa, cidade, a capital de todos os portugueses. Mas censuro a macrocefalia da capital que tudo vai esmagando no resto do território do pequeno retângulo Lusitano que alguns, de horizontes que não passam de Vila Franca, denominam “província”.

O que se anuncia agora para a RTP Porto deixa-me, como nortenho, como português que ama o seu país como um todo, inconformado.

Foram-se as sedes de grandes empresas, foi-se a bolsa de valores, foram-se os grandes bancos, foi-se o “nosso” salão automóvel”, foram-se os grandes jornais, foram-se os grandes espetáculos e os grandes teatros. E agora vai-se grande parte do que restava: a RTP.

E assim se vão acentuando as assimetrias entre o norte, onde já só restam as indústrias exportadoras que alavancam a economia do país em tempo de crise, e uma capital sobranceira que cresce cada vez mais à sobra da gigantesca máquina do Estado que asfixia os recursos do país real.

17.12.12

Um assomo de patriotismo, quem sabe...

Armindo Mendes

Não é fácil explicar, mas defronte para a estátua do nosso primeiro soberano, em Guimarães, sinto sempre qualquer coisa especial, se calhar um assomo de patriotismo que, confesso, encaro como um bálsamo para o descrédito neste país que por vezes apoquenta o meu espírito. Gostei particularmente desta foto que tirei, entre muitas outras que registei quando por lá passei no sábado.

 

 

 

16.12.12

Colina Sagrada e Guimarães, do cimo da torre de menagem do castelo

Armindo Mendes

Muitos anos depois, subi à torre de menagem do imponente Castelo de Guimarães e da lá captei esta imagem da Colina Sagrada, com a capela onde terá sido batizado D. Afonso Henriques, no início do século XII, o lindíssimo Paço dos Duques e a cidade-berço, Património Mundial, no horizonte. Para quem nunca subiu à torre, recomendo vivamente. É uma experiência que merece ser vivenciada.

 

 

 

10.12.12

Revisitando a aldeia da Agra... "diamante" semioculto...

Armindo Mendes

 

 

 

 

 

Neste domingo, um pouco por acaso, revisitei a aldeia da Agra, algures entre Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto, terras altas e frescas, que neste outono, quase inverno, me receberam com um sol de orelha a orelha. Uma luz que acentuava os mil tons de castanho que cobrem os vales ponteados de branco pelos rebanhos.

 

Não muito longe, naquelas paragens, nas fraldas da Serra da Cabreira, nasce o rio Ave, que se encolhe para passar sob uma ponte medieval.

Ali, ainda é muito pequena, aquela linha de água cristalina desce apressada, mal sabendo o que a espera quando entrar no território do têxtil, alguns quilómetros a jusante.

A aldeia da Agra, no Minho profundo, é bonita, mas podia ser muito mais encantadora. As suas casas de granito rude dão voz à ruralidade que ainda perdura por aquelas paragens. Nas valetas das ruas estreitas já não corre a água abundante que um dia observei encantado.

Pena é que a maioria dos edifícios apresente um certo ar de abandono e até de ruína.

Outros aparentam cuidados recentes de preservação, mas aqueles constituem a minoria.

A Agra é uma aldeia que parece um diamante semioculto. Encerra em si um tesouro com um potencial imenso, até no plano turístico. Porém, para que vê de fora, estará a faltar quem seja capaz de promover um programa que restitua à Agra a beleza de outrora.