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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

31.12.11

A todos os familiares, amigos e colegas desejo um bom 2012

Armindo Mendes

A poucas horas de entrarmos num novo ano, que se espera difícil, quero desejar a todos os meus familiares, amigos e colegas de trabalho um 2012 tão bom quanto possível.

 

No fundo, o desejo de sermos todos, sem exceção, capazes de nos adaptarmos ao que aí vem, vencendo, com perseverança, cada obstáculo, cada momento adverso, na certeza de que, assim, será menos difícil para todos alcançar os nossos propósitos profissionais e pessoais.

 

É nestes momentos difíceis que sobressaem os mais capazes.

 

Muita saúde para todos os meus amigos e colegas.

27.12.11

Presépio artesanal de S. Luís, em Paredes, assinala 25 anos

Armindo Mendes

 

O presépio de S. Luís, em Beire, Paredes, está a assinalar 25 anos de existência com dezenas de novas peças de madeira feitas pelo artesão Domingos Teles.
 
"Este ano estreamos mais algumas peças, mas já não temos muito espaço disponível", contou à Lusa o artesão de 74 anos, que ocupa os fundos da sua habitação com um presépio que reúne alguns milhares de peças.
 
Segundo Domingos Teles, quase tudo o que pode ser observado resultou da sua habilidade para a arte de trabalhar a madeira.
 
"Desde muito pequeno que adoro presépios e faço peças em madeira", contou, explicando que só quando se fixou em Paredes, há 25 anos, é que decidiu montar todo o seu espólio e mostrá-lo ao público.

 

"É a minha maior felicidade"
 
"Desde então numa mais parei", disse.
 
Todos os anos, contou à agência Lusa, centenas de pessoas visitam o presépio e "ficam maravilhadas com o pormenor de muitas peças".
 
"É a minha maior felicidade ver que as pessoas que vêm de todo o lado e acham isto bonito. É para isso que eu trabalho", observou com a voz embargada.

A sua alegria também se percebe quando, espreitando por uma frincha da porta, observa uma decoração luminosa que a junta de freguesia, pela primeira vez em 25 anos, mandou instalar junto à sua casa, assinalando o presépio.
 
Durante todo o ano, o artesão trabalha em novas peças, desde casas, até moinhos, passando por imagens de santos e animais esculpidas em madeira.
 
"Acho que tenho algum jeito", comentou, enquanto, com a voz meiga, mas determinada, dava indicações ao filho José Domingos para corrigir a disposição de algumas peças.
 
"Estou a ficar velho. É ele que me ajuda na montagem", explicou, apontando para as luzes e algumas peças com movimentos, animadas por motores elétricos cuja manutenção está a cargo do filho.
 
Ao lado, a mulher, Matilde Sousa, aproxima-se e deixa escapar uma lágrima quando conta a paixão do marido pelo presépio.
 
"É tudo para ele. Eu ajudo-o como posso porque ele merece", afirmou, rindo ao observar Domingos Teles que não parava de pedir uns últimos retoques nas luzes que enfeitam o presépio.
 
Vestido de forma simples, o artesão é incansável nas explicações para todos os quadros religiosos do presépio, falando com pormenor das imagens mais relevantes e do seu significado bíblico.

 


 
Mas, percebe-se são as miniaturas em madeira das igrejas, de sua autoria, que mais o emocionam.

De repente, defronte para a reprodução da capela da sua aldeia, baixou-se e apontou para os bancos de madeira, amplamente iluminados, que não foram esquecidos no interior da miniatura.
 
"Não esqueço nada", disse, rindo.
 
O presépio está dividido em três partes: os momentos que antecederam o nascimento de Cristo, aquele em que Maria deu à luz em Belém e alguns episódios que marcaram a vida de Jesus.
 
Numa zona distinta, encontram-se milhares de peças de cariz mais profano, que refletem sobretudo o quotidiano rural do Vale do Sousa, no período em que Domingos Teles era menino.

Mais uma vez, as igrejas, as oficinas e as casas das redondezas sobressaem, mas também não faltam os riachos, com os seus moinhos movimentados, as procissões com todo o tipo de andores, e quadros festivos, incluindo um carrossel cheio de luzes de muitas cores cintilantes.
 
O presépio de Domingos Teles, chamado de S. Luís, por estar próximo da capela consagrada àquele santo, na localidade de Beire, Paredes, pode ser visitado, graciosamente, até ao final de janeiro.

 

Armindo Mendes

in "Tâmega Online"

26.12.11

2012, ano de incertezas, mas período para continuar a acreditar

Armindo Mendes

Passada a festa de Natal, desfrutada em família, eis que nos aproximamos de 2012, um ano receado por quase todos.

 

Nestes dias que medeiam entre o Natal e o Ano Novo, é tempo de retemperar forças e apontar energias e motivações para o que aí vem, na certeza de que o futuro próximo está associado a uma enorme incerteza.

 

O ano de 2011 foi difícil. Aliás, já o de 2010 o fora. Mas ambos foram ultrapassados com naturalidade, enfrentado a cada dia dificuldades e desafios constantes.

 

Temos de olhar para o que aí vem com otimismo, numa mescla com o realismo sempre importante para acautelarmos eventuais momentos de menor bonança.

 

Acreditar e abrir alas à vontade de empreender cada vez mais e melhor do que no passado recente é o mote que vou procurar trilhar em 2012.

 

A esperança é mesmo essa: que o otimismo seja capaz de ultrapassar os problemas. E que, obviamente, a saúde ajude, porque, no fundo de tudo, sentirmo-nos bem física e psicologicamente é verdadeiramente importante. Tudo o resto, com trabalho e alguma sorte virá por acréscimo.

 

Para todos os meus amigos, desejo um 2012 tão bom quanto possível, mas, acima de tudo com muita saúde, sem a qual, labutar de forma profícua se torna mais difícil.

24.12.11

Festas felizes a todos os meus amigos

Armindo Mendes

Enquanto preparamos a alma e de alguma maneira o estômago para uma noite tão especial, por entre afazeres de circunstância preparativos da consoada em família, aproveito este momento para desejar um feliz Natal a todos os amigos que, de quando em vez, dão uma espreitadela a este meu cantinho tão especial.

 

A todos, os meus votos de Festas Felizes e que 2012 constitua um ano que garanta a concretização dos nossos anseios e, sobretudo, cheio de saúde.

21.12.11

Comprar facas novas no Natal – uma pechincha...

Armindo Mendes

Gosto muito do Natal, mas detesto a onda consumista exacerbada associada à época, que entope os centros comerciais e que me provoca uma espécie de claustrofobia compressora da respiração.


Isto apesar de rodeado por milhares de concidadãos que não conheço, afoitos na ocultação da crise, ávidos por aquele presente tão belo na montra da esquina, comprado antes ou depois de uma deliciosa refeição de plástico num restaurante que até oferece o refrigerante da moda.
Mas, porque orgulhosamente vivo numa “aldeia”, há quem, na minha família, ainda vá à feira fazer umas compras, acreditando que lá, por entre pregões e gritaria quase ensurdecedora, se encontram muitas pechinchas. E, diz o meu familiar, pelos vistos encontra-se muitos produtos a preços de arromba…


Ontem, terça-feira, na feira da Lixa – cidade do longínquo interior, apesar de estar a pouco mais de 50 Km do Porto - quase não se conseguia andar, tantos eram os clientes de carteiras cheias de boas-intenções e tantos eram os comerciantes que só aparecem nesta quadra, animados por uma esperança de negócio… Até uns que vendiam umas cutelarias faziam sucesso, com as pessoas, acotovelando-se, para comprar umas facas de cozinha topo de gama mas a preço - dizia-se por lá – de saldo.


Essas facas vão dar mesmo jeito para cortar as lascas de bacalhau cozido na noite de consoada nortenha. Por isso a ânsia da sua compra, que provocava um inusitado barulho metálico que provocava arrepio, provocado pelo entrecruzar de facas, colheres e garfos, todos topo de gama, convenhamos.


Para muitos dos clientes, porém, essas facas não serão suficientemente engenhosas para cortar nos aumentos de impostos que se anunciam todos os dias nos noticiários que nos deixam cada vez mais deprimidos e com vontade de emigrar para outras paragens, fazendo a vontade a alguns dos nossos governantes.


Não ausência de melhor, essas cutelarias vão dar, porém, mais brilho, à noite de Natal lá de casa.

 

20.12.11

Visita de ministro ao Tâmega/Sousa em tempo de crise

Armindo Mendes

Amanhã vem a Felgueiras o ministro da Economia para ficar a conhecer o Pacto para a Empregabilidade no Tâmega e Sousa, uma das regiões mais empreendedoras do país, mas, seguramente, das que tem sofrido mais com a conjuntura económica atual.
Uma região onde os empregos dos Estado quase não existem. Uma região que tem, há dezenas de anos, na força do trabalho industrial, a sua idiossincrasia.
Um território onde as pessoas quase não têm tempo para lamúrias, para pensar em greves, porque todo o tempo é pouco para labutar em prol de um futuro, em prol da manutenção dos postos de trabalho cada vez mais periclitantes.
Na última greve geral, um sindicalista dizia-me, consternado: “As pessoas daqui fizeram greve à greve”
Do senhor ministro espera-se que traga um discurso positivo, animador e mobilizador, a uma região que está cansada de ser ostracizada por um poder central que nunca nos viu com os olhos que devia.
Já é tempo de o terreiro do paço deixar de olhar de soslaio para nós e reconhecer a este território laborioso o mérito de ser um dos maiores exportadores nacionais, contribuindo de forma líquida para a riqueza nacional.
Há que apoiar quem nesta região ousa acreditar no empreendedorismo, na inovação e na produtividade, chavões que por cá não são palavras vãs, como atesta o sucesso de muitas empresas dos setores do calçado, mobiliário e têxtil.
É a esses exemplos que a região e o país se devem agarrar.

17.12.11

Guimarães é uma cidade incomparavelmente única

Armindo Mendes

 

Revisitar Guimarães, minha querida cidade berço, é sempre um prazer revigorador.
Calcorrear as suas ruelas entrelaçadas é relembrar lides de uma infância feliz, por entre o granito minhoto, os telhados cor de tijolo e varandas floridas, aquecida pelo sotaque bem marcado do povo vimaranense, que também eu ainda preservo, orgulhoso.
Sim, Guimarães e os seus mil e um cheiros, de vielas e becos, afagam-me a alma e empurram-me para os tempos em que me fazia homem, já então, admirando a natureza humana e cultural única no todo português.
Quando se mergulha no seu casco histórico, passando pelo Largo da Oliveira e subindo até ao seu altaneiro castelo, sentimos a sua força de burgo medieval, hirto, herdeiro do seu soberano Afonso Henriques, sempre presente no ser vimaranense, quase mil anos volvidos.
Esquecidos amuos antigos, justos porque nem sempre esta pérola foi credora do reconhecimento nacional, hoje Guimarães é uma cidade orgulhosa enquanto joia arquitetónica única do país, quiçá do mundo.
Este é, seguramente, o centro histórico mais bonito e mais bem preservado de Portugal.
Defronte para o que resta da muralha da velha cidadela podemos ler: “Aqui nasceu Portugal”.
É quase uma religião ou uma devoção ler aquela frase e sentirmos o orgulho que só nós, vimaranenses, podemos experimentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15.12.11

A crise nos OCS regionais

Armindo Mendes

Por estes dias, apesar do trabalho intenso, tenho sido “perturbado” com notícias de que a crise tem afetado de forma dura vários órgãos de comunicação social da região do Tâmega e Sousa, incluindo alguns que considero serem de referência.

Os jornais e as rádios regionais, muito dependentes da publicidade gerada na economia local, em especial das pequenas empresas, vão decaindo a um ritmo alarmante, traduzindo as dificuldades do tecido empresarial da região, em muitos casos em completa agonia.

Além do caráter negativo para este território do Tâmega e Sousa associado à perda de capacidade dos jornais e das rádios de prestarem um serviço público de qualidade, como era seu apanágio, emerge a situação difícil em que ficam os profissionais que desenvolvem a sua atividade nestes órgãos de comunicação social.
São esses que, sem terem culpa alguma pelo que se está a passar, acabam por ser vítimas de uma conjuntura global que asfixia as empresas que suportam os seus ordenados.

Face à vaga de medidas recessivas que apontam incontornavelmente para fragilização da economia, a situação é, de facto, uma encruzilhada e não se vislumbra uma solução milagrosa que permita dar a volta a isto.

Até quando vai o país real aguentar esta situação?