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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

28.02.10

>> Recordando "Cirque Ingenieux"

Armindo Mendes

Este pequeno vídeo é fantástico.
Reproduz a parte final de um espectáculo do Cirque du Soleil, cuja banda sonora, com o mesmo nome, foi escrita pelo compositor japonês Kitaro.

A música é fantástica, encerrando uma espiritualidade profunda, aliás presente em todo o espectáculo desta famosa companhia de circo canadiana.

Para os apreciadores deste género musical, recomendo a aquisição deste disco de Kitaro, que já tem uns anos,  mas mantém-se muito actual. Garanto-vos que é encantador para ouvir, por exemplo, após um dia intenso de trabalho. É altamente relaxante.

O meu CD, já velhinho, comprei-o em Léon, Espanha, em 1999, creio, quando lá fui assistir, com um casal amigo de Fafe, a um espectáculo maravilhoso de Kitaro.
Um concerto que jamais esquecerei.

 

 

 

27.02.10

>> Almeida Santos: um exemplo de vivacidade, apesar dos seus 84 anos!

Armindo Mendes

 

Ontem, sexta-feira, estive em Baião, onde Almeida Santos, presidente do PS, inaugurou um ciclo de conferências.

Independentemente das ideias políticas que cada um tem, admito que não sou um admirador do percurso daquele político, nem sequer de algumas ideias de fundo que tem defendido sobre a sociedade. No PS há outras personalidades cuja visão do mundo merece mais a minha atenção. 

No entanto - e esta é a verdadeira razão deste post - fiquei impressionado pela forma lúcida e muita viva como um homem com 84 anos comunicou com a plateia durante cerca de duas horas.

Goste-se ou não, Almeida Santos é um grande comunicador, que faz jus a uma geração de políticos com alguns defeitos, é certo, mas com grandes qualidades que se vão perdendo entre os da nova geração.

O sentido humanista, porventura algo utópico, e uma visão muito lúcida da sociedade em mutação é uma nota em cada palavra, em cada gesto, o que contrasta com a tecnocracia política, eivada de demagogia a raiar quase a inverdade que hoje está tanto na moda entre parte dos políticos portugueses, sempre tão politicamente correctos, o que para mim significa muito "plásticos".

Aqui fica, assim, a minha homenagem a um ancião da nossa política, que era, aliás, muito apreciado por outro velho socialista, este muito mais humilde, mas não menos solidário: o meu saudoso pai. Como Almeida Santos, também o meu "velho", nas lutas pós Revolução de Abril, acreditava sempre que era possível mudarmos para um mundo melhor!

Também José Luís Carneiro, o jovem presidente da CM de Baião que ontem ladeou Almeida Santos, apesar da idade, apresenta no seu discurso, mas também na sua actuação como autarca, um certo ideal humanista, uma visão solidária da sociedade que o aproxima do pensamento dos velhos e grandes socialistas que fizeram escola em tempos idos da nossa democracia.

José Luís Carneiro significa assim, na minha óptica, uma lufada de ar fresco na classe política actual e, por isso, um sinal de coerência num mar de tantas incongruências da política lusitana. 

25.02.10

> Tâmega voltou a assustar Amarante

Armindo Mendes

Hoje, em Amarante, o rio Tâmega voltou a assustar, ao subir para o nível mais elevado deste Inverno.
Esta tarde a água chegou a atingir a rua mais baixa da cidade, inundando algumas caves, mas por aí se ficou, felizmente.
O perigo de cheia na cidade por estas horas ainda não está afastado, mas, aparentemente, o pior já terá passado.
Ficam algumas imagens que fui registando com a minha câmara.

 

 

 

 

24.02.10

> A tragédia da Madeira convida-nos a pensar...

Armindo Mendes

As imagens que todos os dias nos têm chegado da Madeira são impressionantes, tão avassaladora foi a tragédia que se abateu sobre aquela ilha.

É curioso que estamos habituados a ver este tipo de imagens de sofrimento, quase sempre vindas de países distantes que nos dizem pouco.

Vê-las agora envolvendo nossos compatriotas custa mais, muito mais.

Faltam-nos as palavras para descrever o que sentimos, sobretudo nos primeiros dias.

Estive na Madeira uma única vez. Foi numas férias em Setembro de 2000.

Como milhares de outros portugueses, apreciei as belezas naturais da ilha, mas percebi em vários pontos da Madeira, sobretudo os mais acidentados, o risco que corriam determinados edifícios se algo de grave acontecesse, sobretudo deslizamentos de terras e pedras.
Além de vermos milhares de casas em escarpas cuja consistência – apesar de ser leigo na matéria - me mereceram dúvidas, também vi que muitas habitações estavam demasiado próximas das linhas de água, à mercê de um enxurrada mais agressiva.

Infelizmente - creio - terão sido algumas dessas que foram levadas pela tragédia, perdendo-se tantas vidas inocentes.

Impõe-se que, de uma vez por todas, tragédias como esta que ocorreu na Madeira, suscite junto das entidades competentes cuidados acrescidos nos processos de licenciamento de construções e, não menos importante, se acautele preventivamente medidas que minimizem os riscos da natureza.

Há anos que ouço isto, mas só quando nos roubam a casa é que pomos trancas à porta!

23.02.10

> Os políticos do nosso Portugal

Armindo Mendes

Olhava há dias para um documento em que constam as declarações de rendimentos de vários políticos do Vale do Sousa.
Sem surpresa, constata-se que os detentores de cargos políticos, em especial os autarcas, têm rendimentos interessantes, mas não tão “gordos” quanto alguns imaginarão.
Mas, mais uma vez se percebeu também uma situação, no meu ponto de vista, eticamente questionável, apesar de legal: as reformas chorudas que vários actuais e ex-autarcas recebem por terem estado uns quantos anos no exercício de funções políticas nos municípios ou no Parlamento.
Não vou aqui aprofundar esta matéria
Essas pessoas, grande parte delas ainda longe de atingirem a idade de reforma convencionada para “os comuns dos mortais”, limitam-se a tirar partido de uma determinada legislação, entretanto já alterada, que permitia aos titulares de cargos executivos nas autarquias e aos deputados gozarem de um regime especial para contagem do tempo para a aposentação, entre outras ajudas previstas na lei.
É também por causa de situações como esta e outras que as notícias dos últimos dias vão denunciando, que os cidadãos comuns – aqueles que pagam uma tonelada de impostos apesar de ganharem ordenados comuns - olham quase sempre de soslaio para os políticos, porque os consideram, justamente, uns privilegiados da sociedade.
E são mesmo, ou não fossem eles tantas vezes, no caso dos governantes ou deputados, juízes em causa própria, ao legislarem em várias matérias que, em última instância, acabam por beneficiá-los, nomeadamente o regime das incompatibilidades.
Ou não fossem também outros deles uns privilegiados somente porque exercem cargos muito bem remunerados nas instâncias do poder ou em organizações na esfera deste, à sombra de um carreirismo partidário bem conseguido.

 

22.02.10

> Chamava-se Richad Wright

Armindo Mendes

Morreu há uns meses. Quando soube da notícia fiquei triste.
Era o teclista dos Pink Floyd.
Richard Right era mais discreto do que os dois mais conhecidos membros da banda: Roger Waters e David Gilmour.
Richard compôs alguns dos temas mais famosos da banda inglesa e era dono de uma voz melodiosa muito bonita. Quem o conhecia garante que era uma pessoa fantástica, generosa.
Nos últimos anos da sua vida acompanhou Gilmour, seu grande amigo, na sua carreira a solo.
Uma doença grave levou-o aos 65 anos.
Porque me lembrei dele hoje ao passar cá em casa por um disco antigo dos Pink, ocorreu-me fazer-lhe esta homenagem.

Adoro esta música!

 

17.02.10

>> Desapontantes aumentos de taxas municipais

Armindo Mendes

Sinceramente, fiquei perplexo ao ver hoje a Nova Esperança, constituída por pessoas que julgava conhecer bem, propor e aprovar em reunião de câmara vários aumentos nas taxas municipais cobradas aos felgueirenses, nomeadamente ao nível do licenciamento de obras particulares.

Sinceramente, não percebi os argumentos políticos aduzidos para justificar alguns aumentos.
É desapontante que grande parte dos políticos diga uma coisa na oposição e faça depois coisas diferentes no poder. A isto chama-se incoerência. É isto que tira credibilidade a muitos políticos.
E fico triste por ver que se trata de políticos da minha geração, que era suposto trazerem uma lufada de ar fresco à política felgueirense.
É pena que tais comportamentos defraudem a expectativa de muitos que acreditaram no projecto da Nova Esperança, sobretudo quando os seus líderes foram eleitos com base numa vontade genuína de mudança, a bem de uma boa sensibilidade social, que pusesse cobro a um ciclo de governação de má memória.
16.02.10

>> Tâmega selvagem: património natural ameaçado!

Armindo Mendes

 

 

Existe um projecto de aproveitamento hidroeléctrico para o rio Tâmega, conhecido como Barragem de Fridão. Essa, receiam muitos amarantinos, e não só, poderá acabar com imagens como estas que hoje fiz em Fridão, Amarante.

Que impere o bom senso de quem tem de decidir, a bem do belo e selvagem Tâmega, espero.

 

16.02.10

>> Em Jugueiros estiveram muitos mascarados, mas faltaram outros!

Armindo Mendes

 

 

Hoje em Jugueiros estiveram muitos mascarados a brincar ao Carnaval.

Estavam vestidos com mil e um disfarces que nos remetiam para o mundo da graça própria destas lides carnavalescas bem pitorescas, à moda do nosso povo.

Mas, ao que constou, faltaram por lá outros mascarados, esses que carregam por estas bandas disfarces bem “cozinhados” para ludibriar uns quantos incautos.

Também constou por lá que os ditos mascarados andaram por outras paragens, não muito longe, por domínios que - pregará o escrivão-mor - já entraram para o leque dos carnavais maiores do hemisfério norte lusitano.


 

16.02.10

>> Amizade!

Armindo Mendes

"Um homem a fazer carreira não tem tempo a perder com a família nem com os amigos, pois tem de o dedicar todo aos seus inimigos"

 

John Oliver Hobbes

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