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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

31.01.10

> E que bom que é

Armindo Mendes
Incomoda-me um determinado tipo de pessoas que se julgam possuidoras de uma qualquer prerrogativa que, apesar de não ter fundamento, faz delas “especiais”, uma espécie de predestinados.
Todos conhecemos gente assim, até porque percebemos que é gente que usa e abusa desses subterfúgios para se ir evidenciando e disfarçando não raras vezes as suas fragilidades.

Todos conhecemos os que, de meios sorrisos ou sorrisos escancarados - existem para todos os gostos -, se vão pendurando neste ou naquele mais inocente, para, qual degrau, ir subindo uma certa escadaria.

Na sociedade humana, mesmo na menos sofisticada ou em meios pequenos como o nosso, sempre assim foi e, obviamente, sempre assim será, cabendo a cada um de nós lidar da melhor forma possível com esse tipo de gente.

Muitos desses, quiçá escondidos naquela esquina que julgávamos conhecer, acabam até por levar a água ao seu moinho, ora por força das mil e uma artimanhas, ora, em consequência de uma certa “estrela” com que terão nascido, exorcizando como nunca uma certa sociedade que, sabe-se lá por que razão, vai fechando os olhos a uma certa mediocridade.

Esses, de ambição desmedida, no trabalho e noutras tantas coisas, quando chegam lá cima, são os piores, são os mais sobranceiros, porque, portadores de inseguranças tais, outra solução não têm para se perpetuarem num certo poder do que persistirem nos comportamentos egoístas e hipócritas.

Desagradam-me também os que na vida se evidenciam à custa de tudo, menos das valias pessoais ou profissionais.

Prefiro os que, na sua vida pessoal ou profissional, se esmeram diariamente para serem melhores.

Não simplesmente melhores do que os outros, numa óptica competitiva, mas melhores a cada dia que passa para alcançarem os seus objectivos de vida de forma justa e honrosa.

Reconhecer o mérito aos competentes, aos que merecem, aos que, com esforço, tanto lutaram por um determinado objectivo, é um elementar acto de justiça. Esse é um valor que se vai perdendo na nossa sociedade de memória tão curta.

Os comportamentos que não honram este princípio básico são merecedores do meu profundo desprezo, porque os seus autores, sejam eles quais forem, mais ou menos letrados, evidenciam não ter estatura moral.

Acredito que, diariamente, cada um de nós, por entre tantas vicissitudes, deve prosseguir as suas vidas com base nos princípios morais que os nossos pais nos transmitiram, assentes, acima de tudo, no respeito pelo nosso próximo, vendo nele alguém como nós. Se o fizermos, acredito que seremos porventura menos poderosos, menos endinheirados, mas, não tenho dúvidas, mais realizados, pessoal e profissionalmente.

Se assim formos, seremos diferentes do tais, de mil subterfúgios, que, cabisbaixos nas suas inseguranças, perdem tanto tempo a ver fantasmas em tudo o que mexe.

Assim, creio profundamente que teremos mais tempo para sermos verdadeiramente felizes junto dos que amamos, lendo um bom livro, ouvindo uma boa música ou, simplesmente, desfrutando de uma tertúlia com um grupo de familiares e bons amigos à mesa do jantar.

E que bom que é…
31.01.10

> Dourado, o rio majestoso

Armindo Mendes
O tom dourado deste magnífico curso de água faz jus ao epíteto: Rio de Ouro.
Sim, é o Rio Douro, por mim fotografado na tarde deste domingo, 31 de Janeiro, do alto da Ponte da Ermida, entre Baião e Resende.

Já não era uma primeira vez que via o rio Douro Quente Com este tom, Conferido pelos sedimentos que, em dias chuvosos, transporta de Trás-os-Montes.

Foi esta cor que lhe deu o nome, esta cor tão quente e tão contrastante com o verde enérgico que o Rodeia, quando invadem as nossas paragens.

Sim é majestoso, é o nosso Douro, um símbolo da nossa região, o rio de que nos devemos orgulhar, ora verde, ora azul, ora dourado.

31.01.10

E que bom que é

Armindo Mendes

Incomoda-me um determinado tipo de pessoas que se julgam possuidoras de uma qualquer prerrogativa que, apesar de não ter fundamento, faz delas “especiais”, uma espécie de predestinados.



 

Todos conhecemos gente assim, até porque percebemos que é gente que usa e abusa desses subterfúgios para se ir evidenciando e disfarçando não raras vezes as suas fragilidades.

 

Todos conhecemos os que, de meios sorrisos ou sorrisos escancarados - existem para todos os gostos -, se vão pendurando neste ou naquele mais inocente, para, qual degrau, ir subindo uma certa escadaria.

 

Na sociedade humana, mesmo na menos sofisticada ou em meios pequenos como o nosso, sempre assim foi e, obviamente, sempre assim será, cabendo a cada um de nós lidar da melhor forma possível com esse tipo de gente.

 

Muitos desses, quiçá escondidos naquela esquina que julgávamos conhecer, acabam até por levar a água ao seu moinho, ora por força das mil e uma artimanhas, ora, em consequência de uma certa “estrela” com que terão nascido, exorcizando como nunca uma certa sociedade que, sabe-se lá por que razão, vai fechando os olhos a uma certa mediocridade.

 

Esses, de ambição desmedida, no trabalho e noutras tantas coisas, quando chegam lá cima, são os piores, são os mais sobranceiros, porque, portadores de inseguranças tais, outra solução não têm para se perpetuarem num certo poder do que persistirem nos comportamentos egoístas e hipócritas.

 

Desagradam-me também os que na vida se evidenciam à custa de tudo, menos das valias pessoais ou profissionais.

 

Prefiro os que, na sua vida pessoal ou profissional, se esmeram diariamente para serem melhores.

 

Não simplesmente melhores do que os outros, numa óptica competitiva, mas melhores a cada dia que passa para alcançarem os seus objectivos de vida de forma justa e honrosa.

 

Reconhecer o mérito aos competentes, aos que merecem, aos que, com esforço, tanto lutaram por um determinado objectivo, é um elementar acto de justiça. Esse é um valor que se vai perdendo na nossa sociedade de memória tão curta.

 

Os comportamentos que não honram este princípio básico são merecedores do meu profundo desprezo, porque os seus autores, sejam eles quais forem, mais ou menos letrados, evidenciam não ter estatura moral.

 

Acredito que, diariamente, cada um de nós, por entre tantas vicissitudes, deve prosseguir as suas vidas com base nos princípios morais que os nossos pais nos transmitiram, assentes, acima de tudo, no respeito pelo nosso próximo, vendo nele alguém como nós. Se o fizermos, acredito que seremos porventura menos poderosos, menos endinheirados, mas, não tenho dúvidas, mais realizados, pessoal e profissionalmente.

 

Se assim formos, seremos diferentes do tais, de mil subterfúgios, que, cabisbaixos nas suas inseguranças, perdem tanto tempo a ver fantasmas em tudo o que mexe.

 

Assim, creio profundamente que teremos mais tempo para sermos verdadeiramente felizes junto dos que amamos, lendo um bom livro, ouvindo uma boa música ou, simplesmente, desfrutando de uma tertúlia com um grupo de familiares e bons amigos à mesa do jantar.

 

E que bom que é…

24.01.10

> Um bálsamo para a alma!

Armindo Mendes


Mais calmo, muito mais calmo. Uma delícia para os ouvidos, um bálsamo para a alma, pelo menos para a minha.

Que pena Yanni, o compositor grego desta linha melodia, não ser merecedor, no nosso país, do reconhecimento devido.

Mas os que gostam da sua música podem procurá-la, porque, meus amigos, vale mesmo a pena.

24.01.10

> Moments in Love

Armindo Mendes
Moments in Love, dos Art of Noise é um daqueles temas musicais que considero muito especiais.

Remonta aos "velhos" anos 80 do passado século, quando eu, adolescente, nascia para este estilo musical.

Recordo as noites de Verão em que, na varanda da casa dos meus pais, sentado, de calções numa velha cadeira de praia, ia-me deliciando com esta sonoridade tão insinuante, mergulhado nos amores de então.

O equipamento de som era de fraca qualidade, oriundo de uma cassete, mas o que interessava era um que soava música, ritmada, ao som dos grilos e das cigarras.
Conheço muitas versões para esta música. Esta é apenas uma entre outras que poderia recordar agora.

Fechem os olhos ... Espero que gostem. É diferente, muito calorosa ...

24.01.10

Obrigado pelo reconhecimento

Armindo Mendes
Há dias em que tudo parece correr mal e outros em que, de repente, acontece algo especial.

Felizmente, para mim, a semana que agora termina foi uma dessas fases de altos e baixos.

Enfrentando diariamente, na minha empresa, as dificuldades que esta crise económica tem imposto, a par de imprevistas deslembranças de uns quantos ingratos, eis que algo de muito bom acontece no plano profissional.

Permitam-me esta inconfidência: Fui convidado para reforçar o meu vínculo à Agência Lusa, a qual, através da sua direcção nacional de informação, me desafiou, por estes dias, para assumir o estatuto de correspondente para todo o Porto Interior.
Significa isto que, para além do Vale do Sousa, onde já era correspondente, passei a ser o jornalista da Lusa para o Baixo Tâmega, nomeadamente nos concelhos de Amarante, Marco, Baião, Cinfães e Resende.

Este é, sem dúvida, um desafio muito exigente, mas que procurarei corresponder com profissionalismo e com o empenho habitual naquilo que faço.

Foi gratificante este convite, porque significa que o meu trabalho na Lusa tem correspondido de forma positiva aos que na agência têm apostado em mim.

À minha família e aos meus amigos sinceros - poucos, mas bons (eles sabem de quem estou a falar) - o meu reconhecido agradecimento pelo incentivo que sempre me manifestaram.
19.01.10

>> Vencer o joio de uma certa incoerência

Armindo Mendes
Às vezes, dou comigo a pensar.

Nos tempos que correm, nesta sociedade tão cheia de desigualdades e repleta de egoísmos, tão refém de hipocrisias, as emoções que todos trazemos no peito dos afectos requerem atenção redobrada, sob pena de sucumbirmos.
Em cada esquina, por mais recôndita que seja, há que estar atentos, muito atentos a todos os oportunismos, porque estes são terríveis, quando desmascarados, ainda que anos a fio a praticá-los, ante uma certa inocência.

Cuidado com todos quantos, armados de memória enviesada, outrora fracos, hoje porventura julgando-se fortes, agem com desfaçatez, deambulando pelos corredores, julgando-se maiores do que aquilo que efectivamente são.

Quem de nós já não observou comportamentos de gente que julgávamos conhecer. Comportamentos que não conferem com a matriz da personalidade da dita pessoa, outrora inquilina da nossa consideração.

Alguém há dias me dizia: Os lobos com pele de cordeiro são temíveis, porque sorrateiros, mas também os mais facilmente descartados do seu disfarce.

Manda o bom senso e uma certa utopia: pacientes, mas atentos, cada um de nós, mais vale cerrarmos os punhos do querer e ousarmos acreditar que o trigo da coerência há-de vencer o joio da deslembrança desta sociedade em que todos sobrevivemos.
19.01.10

>> Decisões muito custosas!

Armindo Mendes
Confrontados com um determinado pedido, enfrentamos um daqueles momentos na vida em que, incontornavelmente, temos de tomar decisões muito difíceis, porque antes dessas vários factores, até contraditórios, colidem violentamente entre si.

É muito complicado avaliar os prós e os contras de um SIM ou de um NÃO. Como é difícil quando elementos de ponderação de carácter emocional e racional chocam frontalmente.

Uns impelem-nos num determinado sentido, impelem-nos no sentido de levar em conta o peso das relações humanas, como amizades e cumplicidades com tantos anos, tão profundas, que abalam os nossos sentimentos.

Outros, todavia, mais racionais, atentam a factos concretos, obrigam-nos a ponderar de forma mais fria os contextos das decisões, porque, em última instância estão em causa princípios que consideramos inabaláveis, face a silêncios, omissões e evasões que não esperávamos.

Nos dois pratos da balança das emoções, o equilíbrio dificulta a decisão, mas os incidentes recentes, porque tão dolorosos e decepcionantes, determinaram uma opção mais fria - darmos um NÃO a alguém que julgámos no passado recente um amigo sincero, e por isso custosa, muito custosa!

Fica um travo amargo, lá isso fica.

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