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Marca d'Água

Marca d'Água

13
Set07

> Dois projectos, duas realidades!


Há alguns anos, recordo-me, foram apresentados, quase em simultâneo, com certeza por mera coincidência, dois projectos para a construção de outros tantos complexos de piscinas, um para Idães (Felgueiras) e outro para Vila Meã (Amarante).
Sobre os dois, escrevi peças jornalísticas, antevendo o que efectivamente seria cada um deles, representando até investimentos semelhantes.
Volvidos uns anos, o complexo de piscinas de Vila Meã (foto), orçado em 3 milhões de euros, está pronto a inaugurar, o que deverá acontecer nas próximas semanas pelo secretário de Estado da tutela, Laurentino Dias.
Quanto às piscinas de Idães, infelizmente, que eu saiba, continua ser ter saído do papel, como outros projectos que em Felgueiras sem têm vindo a anunciar pomposamente no decurso dos anos, mas continuam apenas no rol das obras virtuais!
13
Set07

> O caso Madeleine!


Nas últimas semanas todos temos dado grande atenção aos últimos desenvolvimentos do caso Madeleine, a criança inglesa desaparecida a 3 de Maio.
Depois de as autoridades, numa fase inicial da investigação, terem apostado na tese de rapto da criança, nas últimas semanas a PJ começou a acreditar na hipótese de homicídio, baseada em indícios decorrentes de provas entretanto encontradas, nomeadamente alegados vestígios biológicos do corpo da criança. Esta evolução fez com que os pais da criança passassem de testemunhas a arguidos.
O cidadão comum acompanha este caso tão mediático com natural interesse, mas todos temos de reconhecer que faltam elementos objectivos para que possamos tirar conclusões. Aquilo que existe são apenas indícios demasiado vagos, sobretudo para uma leitura segura do que terá acontecido à menina.
Nos últimos dias, tão férteis em desenvolvimentos, designadamente a partida do casal inglês para o seu país, causou-me alguma estranheza as discussões que tenho ouvido em torno do assunto, a começar por programas televisivos e radiofónicos, nos quais especialistas vão esmiuçando as diferentes visões do assunto, consoante as suas especialidades, mas que culminam quase sempre com a mesma conclusão: faltam dados objectivos para se saber o que efectivamente possam ser emitidas teses conclusivas quanto ao que se passou efectivamente com a criança. O mesmo se vai passando entre os cidadãos comuns. Estes vão discutindo nas suas casas, nos cafés, nos salões da cabeleireira, etc, etc. Mas, ao contrário de alguns especialistas que vamos ouvindo em fóruns organizados pelos órgãos de comunicação social, o português comum aparenta, por vezes, estar mais seguro sobre o que opina, também neste caso. Em círculos privados, todos temos assistido a algumas discussões acesas. Fico atónico com a firmeza com que algumas pessoas defendem esta ou aquela tese a propósito do desaparecimento de Madeleine. Fazem-no com base em indícios ou outras informações relatados por jornalistas e que, mais grave ainda, acabam por merecer interpretações difusas, por vezes até distorcidos, por parte de quem os ouve, consoante uma maior ou menor apetência sensacionalista ou até uma incapacidade de compreensão dos termos técnicos usados por especialistas.
Apercebo-me, por exemplo, que alguns cidadãos comuns ousam criticar a forma como está a ser conduzida a investigação, como se qualquer um de nós tivesse efectivos conhecimentos para produzir esse tipo de análise e como se no caso não estivessem profissionais da polícia criminal que não serão propriamente uns aprendizes. Todos temos direito a ter uma opinião, mas, em nome da humildade, devemos contextualizá-la, sobretudo quando não estamos munidos de elementos essenciais para produzirmos uma conclusão suficientemente sustentada. Diria que muitos portugueses são mesmo assim... Adoram uma boa discussão a propósito de qualquer coscuvilhice, quase sempre passível das mais hilariantes e injustas conclusões. Muitos há que incluo naquele vasto lote de pessoas às quais não se reconhece globalmente capacidade e conhecimentos para uma discussão profunda sobre determinado assunto, mas que, graças à sua agilidade verbal e algum espertismo baseado no senso comum, vão dando a ideia aos demais de que percebem um pouco de tudo e são capazes de dirimir argumentos contrários de maneira contundente, ao ponto de monopolizarem qualquer diferendo.
Daí que, neste caso concreto, prefira ouvir e aguardar novos desenvolvimentos, evitando alimentar discussões estéreis e conclusões precipitadas sobre uma matéria, a propósito da qual estaremos a ser bombardeados com muito ruído, tão próprio de casos mediáticos que importa continuar a alimentar para segurar audiências. Chega a ser confrangedor ver determinados directos televisivos com jornalistas na Aldeia da Luz ou em frente das instalações da PJ, que nada de novo têm para dizer, mas que são obrigados a permanecer no ar longos minutos, recapitulando quase até à exaustão aquilo que estamos fartos de ouvir, com carácter quase telenovelesco.

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