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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

25.06.07

> O tempo está a mudar

Armindo Mendes
Quase todos os anos, em Junho, costumo passar uns dias de férias no Algarve. Este ano aconteceu algo que acabou por fugir ao habitual. Reporto-me às condições climatéricas com que efectuei a viagem de automóvel até ao Sul do país. Nunca, nesta altura do ano, o tinha feito sob chuva tão intensa, que me acompanhou até à zona de Santarém. Só muito perto do Algarve o sol despontou por entre as nuvens. A viagem tornou-se muito mais cansativa, atendendo à velocidade reduzida e à atenção redobrada a que me vi obrigado. Este desinteressante intróito vem a propósito de uma reflexão que me proponho fazer a propósito das alterações climáticas que todos vamos observando. As nossas gerações apercebem-se que o tempo está a mudar. Os mais velhos fazem frequentes observações no sentido de que antigamente o tempo era mais previsível, consoante as estações do ano. Eu próprio tenho essa sensação, recordando a infância e o tempo que então se fazia sentir nas diferentes estações.
Os técnicos da meteorologia são muitas vezes convidados pelos “media” a comentar situações aparentemente anormais do estado do tempo: quando faz muito frio, muito calor, chove demasiado ou enfrentamos períodos estivais demasiado longos. Quase sempre vão dizendo que estas fases ditas anormais acabam por não ser tão anómalas, se vistas num quadro mais alargado de tempo - décadas ou até séculos -, adiantando dados estatísticos que sustentam as suas teses. No entanto, vai havendo outros técnicos, de várias especialidades científicas, que defendem que as alterações climáticas que vamos sentindo não são virtuais, existem mesmo e têm dados que as comprovam, sobretudo o aumento da temperatura média do planeta, que tem consequências enormes no clima e no despoletar de situações climatéricas extremas, como períodos muito longos de seca em determinadas zonas do globo onde não eram habituais, ou chuvas intensas noutras zonas do planeta até há pouco nada propensas a esses fenómenos meteorológicos, já para não falar da quantidade inusitada de grandes furacões que vão fustigando vários países.
A comunidade científica há muito que alerta o mundo para as loucuras que continuamos a praticar, enviando para a nossa atmosfera milhões de toneladas de gases poluentes que acentuam o efeito de estufa e assim provocam o aumento gradual da temperatura. Todos os anos são tornados públicos dados que comprovam o progressivo desaparecimento das grandes massas geladas do planeta, nos dois pólos, o que vai aumentando o nível médio dos oceanos. De tal forma assim é que muitas zonas costeiras em todo o mundo estão em risco de desaparecer, o que já está a ocorrer com algumas ilhas do Pacífico e do Índico. A subida das águas, dizem os entendidos, explica em parte as alterações climáticas, uma vez que alteram o equilíbrio entre as massas de ar da nossa atmosfera.
Todos vamos ouvindo e lendo este tipo de informações. Sabemos que somos também culpados e claro que ficamos apreensivos. Porém, independentemente daquilo que, a título individual, poderemos fazer para ajudar o planeta, ficamos com a sensação de que o que há a fazer depende essencialmente de decisões urgentes a tomar pelos governantes do mundo, sobretudo pelos estadistas dos países ditos industrializados, os que são responsáveis pela emissão de maiores quantidades de gases poluentes. Alguma coisa se tem feito para tentar controlar a poluição, impondo quotas de poluição aos países, pelo menos os que têm subscrito acordos internacionais. Algumas nações, sobretudo europeias, têm feito progressos significativos a esse nível, apostando em fontes de energia renováveis e não poluentes, como a energia das marés, o aproveitamento biomassa ou a fonte eólica. Pena é que o maior poluidor do mundo se mantenha à margem deste esforço. Os Estados Unidos da América têm-se recusado a assumir compromissos com a comunidade internacional no sentido de reduzirem as suas emissões. É mais um gesto egoísta de uma grande potência que está mais preocupada em continuar a sustentar a sua máquina industrial muito assente nas fontes de energia poluentes como o petróleo ou o carvão e um modo de vida que cultiva um consumismo desenfreado.
Enquanto os EUA e outros grandes poluidores como a Índia ou a China não arrepiarem caminho nesta importante matéria, o nosso planeta vai ficando mais sujo e o clima vai deixando de ser aquilo que era…
16.06.07

O PSD de ontem e de hoje

Armindo Mendes
Em Amarante, a reunião de Câmara da passada segunda-feira foi muito quente, com a discussão de importantes matérias para o concelho.
Ocorre-me, a propósito, fazer uma observação à postura que os eleitos do PSD evidenciaram nos trabalhos de segunda-feira passada. Independente da valia política e técnica das posições que defendiam, tão respeitável ou censurável quanto a dos adversários, inclusive do poder, não se percebe o tom crispado com que eram apresentados os argumentos, transmitindo aos trabalhos uma acidez que há muito não se via nas reuniões do executivo amarantino. Não me parece que esta seja a linha de oposição consentânea com os pergaminhos de um partido de oposição, que se quer apresentar como uma alternativa credível ao PS. Falar mais alto e em tom grave não é sinónimo de se estar coberto de razão. As frases redondas, quase roçando o populismo, com que o PSD se ia opondo às propostas do PS, acabam por marcar uma fronteira, bem vincada, com o PSD recente que víamos no executivo, mais interessado em procurar encontrar uma solução de governabilidade para o concelho, que era seu dever, enquanto partido responsável e incontornável da nossa democracia.
Será que esta nova onda laranja, cuja acidez foi também, a espaços, perceptível na Convenção Autárquica do passado sábado, é a orientação estratégica que vai vingar doravante? Se assim for, entraremos num novo ciclo, com consequências imprevisíveis, na certeza de que, quase sempre, o eleitorado penalizará a política da crítica redonda e premiará quem, na oposição, sobretudo quanto esta é exercida num quadro de tão grande responsabilidade como aqui em Amarante, souber fazer honrar o primado da política responsável e consequente enquanto projecto alternativo.
10.06.07

> Amarante: capital cultural da região...

Armindo Mendes
Enquanto por Amarante alguns vão fazendo a política nem sempre coerente da crítica gratuita, o presidente da Câmara, Armindo Abreu, averbou nova vitória política ao apresentar um programa de animação de Verão para a cidade verdadeiramente notável e que até poderia servir de exemplo para outras paragens…
Até final de Agosto, são dezenas de espectáculos, exposições, representações teatrais, concertos de música clássica e outras as actividades que vão animar diariamente o centro histórico da cidade.
Que ideia excelente para continuar a consolidar o prazer de fruir Amarante, passeando pelas suas ruas serpenteantes, recheadas de referências históricas… Os muitos turistas agradecem, mas a maioria dos amarantinos também, o que vai consolidando a idea de que Amarante reúne cada vez mais requisitos para ser considerada, sem favores, a capital cultural da região.

10.06.07

> Acreditará o líder laranja?

Armindo Mendes
Em que pensava Marques Mendes em mais uma passagem por Felgueiras, marcada por palavras duras para com o poder do MSP?

E acreditará o líder laranja que é desta que os seus correligionários em Felgueiras se vão deixar de tibiezas assumir de forma inequívoca, em todos os fóruns, o papel de partido de oposição?
09.06.07

> Torneio internacional de ténis em Amarante

Armindo Mendes

O desporto proporciona imagens espectaculares. É um dos meus temas preferidos.
O ténis não é excepção… Será aliás, das modalidades que oferece momentos mais difíceis de registar em fotografia, tal a velocidade a que se disputa.

Por estes dias, Amarante tem assistido a ténis de grande nível com um torneio internacional feminino.


05.06.07

> Natureza: regresso às origens...

Armindo Mendes

A natureza exerce sobre muitos de nós um fascínio imenso. Ora no campo, ora no litoral, as imagens são diferentes, mas a sensação de liberdade é muito bela.
É uma espécie de regresso às nossas origens mais ancestrais...

04.06.07

> A ternura de um momento...

Armindo Mendes
A ternura de um momento... A solidão de um reformado numa tarde de domingo, consolada pela companhia de pombos, que matam a fome com umas simples migalhas de pão...
(Imagem captada domingo à tarde em Viana do Castelo)

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