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Marca d'Água

Marca d'Água

11
Mai07

> Muito se fala dos jornais... mas...


Na minha qualidade de director de dois jornais regionais - "O Jornal de Amarante" e "Expresso de Felgueiras" - tenho lido atentamente o que se vai escrevendo nos blogs de Felgueiras sobre a comunicação social e a independência desta face aos diferentes tipos de poder, que não apenas o político.
Concordo com alguns pontos de vista que leio na blogosfera, mas discordo da maioria, simplesmente por concluir que muitos dos que opinam, apesar do o fazerem, acredito, imbuídos de boa-fé, não têm a mínima ideia do que é desenvolver um jornal, numa perspectiva empresarial, a uma escala concelhia e o que isso implica em termos de afectação de recursos humanos e técnicos, com evidentes repercussões no plano financeiro, sobretudo numa conjuntura de grande adversidade económica que afecta o país.
O mais difícil é encontrar o equilíbrio da dicotomia rigor jornalístico, com todas as premissas a ele associado, versus sustentação financeira. É um enorme desafio que se coloca a quem tem a responsabilidade de conduzir um projecto, que se quer credível, mas economicamente viável.
Quando isso não acontece, meus caros leitores, de nada valem as teorias tão bonitas que tenho lido…
Prometo um dia destes, com mais tempo e disposição, reflectir de forma mais aprofundada sobre esta matéria, que obviamente me interessa de sobremaneira, até porque – permitam-me – sou parte interessada, como compreenderão...
11
Mai07

> ... porque Amarante é especial...



Em 1999 fui trabalhar para o Repórter do Marão, cuja sede é a cidade de Amarante. Tive então oportunidades de aprofundar o contacto com uma terra que já então apreciava. Desde então mantive-me ligado a esta terra, onde ainda exerço a minha actividade profissional diária, enquanto director do semanário "O Jornal de Amarante".
Podia aqui discorrer mil e uma palavras sobre esta terra de Pascoaes, mas são as imagens que melhor reproduzem o encanto que Amarante exerce sobre muitos.
Caminhar à beira rio, sob a ponte de S. Gonçalo, e o "olhar atento" da rua 31 de Janeiro espelhada no Tâmega, é algo que me transmite uma tranquilidade imensa...
11
Mai07

> O balinho da Madeira


O fim-de-semana passado foi pouco agradável para os socialistas, que averbaram duas derrotas expressivas nos actos eleitorais em França e na Madeira.
Por cá, a vitória de Jardim não surpreendeu ninguém. Como aqui já vaticinámos, foi consequência de uma jogada politicamente esperta do chefe do governo madeirense. Confrontado com uma nova lei das finanças locais que impunha maior rigor na gestão das contas das regiões autónomas, Jardim partiu para a um discurso de vitimização, precipitando a demissão. Jardim, que há dois anos tinha ganho as eleições, mas com resultados que já acusavam o desgaste de longos anos de poder, percebeu há algumas semanas que era uma excelente oportunidade para inverter as perdas e pôr em prática, de forma exponencial, o seu discurso demagógico e assim capitalizá-lo no plano eleitoral, com os resultados que se conhecem: prolongou por mais dois anos a sua permanência na presidência do governo e reforçou de forma avassaladora a maioria social-democrata no parlamento madeirense, ao mesmo tempo de quase varria do mapa político da ilha os partidos da oposição, incluindo o PS, que perdeu parte do seu grupo parlamentar. Com tudo isto, Jardim tem agora ainda mais poder do que nunca, sobretudo porque a oposição viu diminuída a sua margem de manobra. O PSD madeirense tem mais lugares disponíveis no parlamento regional para satisfazer o apetite do aparelho partidário e o presidente do governo viu legitimada nas urnas uma estratégia política muito contestada no Continente, mas, como se viu, apreciada pelos seus conterrâneos.
Mas Jardim conseguiu algo ainda mais importante para a sua estratégia: o PS madeirense sofreu uma derrota tremenda, vergado ao ónus de ter de fazer campanha num quadro adverso, por estar umbilicalmente associado ao governo que, em Lisboa, decidiu avançar com medidas que se traduziram em impactos negativos para a Madeira., independentemente de concordarmos ou não com a justeza da alteração legislativa imposta por Sócrates. Os socialistas madeirenses vão ficar marcados longos anos por este estigma. Os que habitam aquela ilha, obviamente imbuídos de um espírito bairrista, demorarão muito tempo a esquecer que foi um governo do PS que impôs regras que por lá se diz serem adversas para a Madeira. Não deveremos andar muito longe se concluirmos que o PS daquela região autónoma vai ter agora de cumprir uma prolongada travessia no deserto, algo que, há a alguns meses, se julgava impensável, atendendo que se pensava que o ciclo de hegemonia do PSD estava a dar as últimas…

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