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Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

Marca d'Água

Apenas um olhar de Armindo Pereira Mendes

14.07.13

Nos domínios do Alvão

Armindo Mendes

Hoje, numa caminhada, subi até ao alto da serra do Alvão, nas paragens de Ribeira de Pena.

Por ali observei a ruralidade, quase esquecida, de uma aldeia sem pressas, e as paisagens de um Minho que se veste com trajes de cores transmontanas, ou não fosse aquela uma terra de Basto, zona de transição entre os dois territórios irmanados pelo Tâmega, no sopé, sempre ziguezagueante e apressado.

Os bosques de verde viçoso, predominando os pinheiros e os carvalhos, eram, apesar disso, menos comuns que as vistas quase despidas de vegetação, ali reinando os solos rochosos, os arbustos típicos das terras altas, os conjuntos graníticos imponentes e, de quando em vez, solos propícios para o pastoreio! Ali avistámos rebanhos de cabras, guardados por cães atentos, e enormes bovinos muito escuros, de raça maronesa, tão apreciados pela sua carne.

Foram cerca de 11 quilómetros, primeiro a subir até ao alto dos montes, depois, pelo mesmo trilho, regressando à aldeia de onde partíramos e avistáramos campos de vegetação de um dourado que os filmes gostam de mostrar, enquanto pequenas linhas de água fresca se precipitam nas bermas das ruas estreitas do burgo, como sinal e vida de uma terra já com poucas almas!

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