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Marca d'Água

Marca d'Água

13
Jan26

Letra e melodia que cobrem a alma!


Lá fora chove miudinho, o dia está cinzento, a levada corria triste na caminhada, quase noite, sem luar!

O Natal já passou!

É inverno! Eu gosto assim!

Há um vento, lá fora, que toca as gotículas na vidraça da janela deste canto!

Que a percorrem, de alto a baixo, devagar, como afago num corpo de mulher.

Sozinho, vejo-as, as gotas, como as noites, soçobrarem, com as impotências das verdades por dizer, das idas sem partir, das voltas sem ousar, das pontes por passar!

É, quiçá, janeiro, talvez um sábado, como o piano que abre a canção, até à primavera, até à bonança!

Manta aconchegando o meu colo, encosto a cabeça, apago a luz. Fecho os olhos para ver melhor as sombras, abraço os anjos também, num céu azul sobre um manto verde encantado!

Outra vez, levanto o volume!

Eu quero tanto este som, como dopamina que me queima, sem queixa, sob controlo!

À procura de sentir mais e mais o momento, masoquismo talvez! Não faz mal!

Deixo correr a lágrima no canto do olho, sim ela, velha conhecida, vem sempre à tona d’água, para percorrer as rugas!

Saboreio o seu sal, com travo a camomila!

Desta canção ressoam os baixos, no peito, que bate forte!

E o alarido da guitarra que formiga os lábios, ansiosos, de vontades idas!

Eu!

E a voz da canção, redonda, como eu gosto, com ecos pretéritos, com verbos que rememoram as coisas dos arrependimentos, das voltas da vida, dos becos sem saída, dos silêncios que doem, a cada revisita…

 

01
Jan26

“Pan-traim”, do passado, sonhando por décadas...


 

Sigo Edward Simoni, músico de origem polca que interpreta este “Pan-traim”, desde a minha juventude.

Esta melodia, aos meus sentidos, cheira a mar, aos frescos nevoeiros matinais dos setembros e espelha as cores das areias da Póvoa de Varzim dos anos oitenta, quando a pele bronzeava degustando uma “língua da sogra! “Chora, chora, chora, que a mãezinha dá”, gritava o vendedor de cabelo grisalhos, todo vestido de branco, que passava entre os corredores das barracas coloridas…provocando risos nos veraneantes que o saudavam todas as manhãs…

São tantos e belos os temas de Edward Simoni que me fazem arrepiar. Poderia aqui referir vários, todos lindíssimos!

Edward Simoni é autor de inúmeros discos, mas este tema será, porventura, o que mais me faz sonhar, porque o ouvi pela primeira vez, quando estava de férias, na Póvoa de Varzim, remetendo para momentos da minha adolescência, no Passeio Alegre… onde todos caminhávamos felizes!

Havia comprado esse disco numa loja (foi amor à primeira vista quando o ouvi lá), na rua da Junqueira, a mais “especial” da urbe poveira para os da minha geração, onde havia quiosques que vendiam gelados, pastelarias com saborosos mil-folhas e muito comércio para gáudio das senhoras, co o a minha mãe Camila, mas também uma pequena uma loja que vendia miniaturas de automóveis.

Anos antes, quando criança, do lado e fora dessa montra, parara tantas vezes olhando um “carrinho” muito especial, que me encantava, que o meu pai Joaquim acabou por me oferecer quando percebeu o meu fascínio…

Sobre o disco de Edward Simoni, que tocou, tocou, tocou, recordo de o ouvir deitado no sofá, dormitando às vezes, só despertando quando terminava uma das partes e tinha de me levantar para o virar para o lado B. Coisas do passado! Depois voltava e partia de novo, deixando-me levar pela suavidade das melodias…

Ou no meu quarto, tocando numa K7 que tinha gravado a partir do disco para ouvir num pequeno rádio que tinha na mesinha de cabeceira…

Esse disco ainda cá “mora” em casa, guardado com muito carinho na minha coleção “retro” de vinil. Mais tarde, adquiri a versão em CD, com um som mais refinado, mas talvez sem a chama e fantasia do já quarentão de vinil…

Que bom recordar! É docinho, sabe a morangos com chantilly…

 

 

 

24
Dez25

Chi-coração do porte do nosso pequeno mundo

Ainda que só no mundo dos devaneios!


Uma bonita canção, uma bela letra, uma voz terna, uma singela guitarra, que nos convidam a sonhar, que nos convidam à contemplação do que somos, do que fomos, do que queremos ser… no exercício de vivermos, de ousarmos ser e fazer aquilo em que acreditamos…o que somos, afinal, sem filtros… nós, ainda que só às vezes!

Ao postigo que inventamos só para nós, vejamos as estrelas e caminhemos por aí, tocando a alma na noite, no nosso leito, à espera que o sono chegue! Na insónia, fazendo o que ainda não foi feito, ainda que só no mundo dos devaneios! Falamos sozinhos, sem dizermos nada.

A cada acorde de veludo desta canção, toquemos o peito, o nosso cofre de emoções, onde guardamos tudo!

Ofereçamos uma flor ao que somos!

Toquemos a alma! Subamos a montanha, o Marão talvez, para imaginarmos o pôr do sol, atrás das nuvens, na foz do Douro!

Somos sonhadores a tempo inteiro, se quisermos, só por instantes, ou na imortalidade com data marcada, numa utopia sem sentido, mas verdadeira, unidos por mãos dadas ou num chi-coração do porte do nosso pequeno mundo!

 

01
Mai25

As músicas da “playlist” da vida, a minha!

Ouvindo Tó Neto ... Recordando quimeras, nas cores garridas dos 80`s, que nos faziam felizes...


Eis uma música “maior” que me marcou, na transição da infância para a adolescência, no longínquo e marcante ano de 1983, quando ainda havia o comboio que passava em Fafe e me acordava todas as manhãs quando apitava!

Nesse ano mudara-me, com a família, de Guimarães, minha querida terra natal, para a então vila de Fafe, que me recebeu de braços abertos e onde fui tão feliz!

 

 

Esta extraordinária composição harmónica do português Tó Neto, já falecido, reflete uma tendência daquela época, quando a música eletrónica brilhava, para gáudio dos apreciadores, como eu, que se deleitavam com as séries e filmes de ficção científica a preto e branco, como a Guerra das Estrelas, o Espaço 1999 e, mais tarde, já a cores, a saudosa epopeia da Galáctica, que nos reunia a quase todos da nossa geração, cada sábado à tarde, à frente da caixa mágica. Era tão bom!!!

 

Porque recordar é viver, revisito de vez em quando esta bela melodia, do tempo do analógico LP e das cassetes, ouvindo-a vezes seguidas, de olhos voltados para dentro, em crescendo, para maximizar os sentidos da alma, que se embevece num banquete de arrepios, sorrisos e até lágrimas de saudades dos idos, como o meu querido pai Joaquim e a minha querida mãe Camila, que nos molham o rosto… e cujo sal saboreamos, num estranho exercício de masoquismo... ao qual não resistimos...

 

Nesses instantes em que estamos calados, ouvindo cada acorde, posso sem dificuldade, em imagens em alta-definição impregnadas numa memória de décadas passadas, regressar a um tempo em que fui feliz, na ignorância… da inocência...

 

E por lá ficar algum tempo, na varanda da casa dos meus pais, de tronco nu, cabelos longos ao vento, numa tarde de verão, quando, ao lado meu saudoso cãozinho, o Fiel, que afagava, lia bandas desenhadas do Major Alvega e livros das Aventuras do Cinco, enquanto contava os dias para, em setembro, ir para a Póvoa de Varzim, de férias… e ali tomar banhos de sol lendo o Autosport ou o Comércio do Porto, onde mais tarde acabei por trabalhar.

Era uma vida simples, sem luxos, mas repleta de sonhos singelos, de menino que ainda era, quando íamos ao cinema ao domingo à tarde com os amigos, comíamos uma broa de mel no bar do liceu, uma bola de Berlim acabadinha de fazer na padaria do sítio e bebíamos um Sumol fresquinho na esplanada da Arcada, vendo as miúdas passar, para lançar uns piropos sem maldade... rindo sem parar a cada anedota que um amigo contava...

 

E essas quimeras, nas cores garridas dos 80`s, que nos faziam felizes, foram partindo, corroídas pelo tempo, numa sociedade apressada que foi ganhando espaço nas décadas vindouras, arbitrária, de aparências, sem pachorra para as lamechices dos que, como eu, ousam ser assim… mais vagarosos…

 

Resta o privilégio de poder, sempre que houver tempo, com o volume que nos aprouver, saborear estas e outras músicas da “playlist” da vida, a minha, de cada um... 

12
Mar25

Les Holroyd, uma das lendas vivas dos Barclay James Harvest, faz hoje 77 anos


Les Holroyd.jpg

Com este pequeno texto, quero homenagear este extraordinário músico, vocalista e compositor, que assinou muitas das mais belas canções dos Barclay James Harvest (BJH), a banda da minha vida, a banda que escrevia músicas "só para mim", como gosto de dizer!

Os BJH, fundados em 1966, já não existem formalmente como banda há muito, mas a sua extraordinária história prevalece nas dezenas de discos, autênticas obras de arte, que foi editando ao longo de três décadas. Tenho a maioria deles em vinil e/ou CD, além de alguns DVD`s de atuações ao vivo. Ouvi-los é algo que não me canso de fazer!

disco barclay james harvest.jpg

A música dos BJH é única, resultado de quatro músicos talentosos e sensíveis, autores de belas melodias, que começaram no rock sinfónico do final da década de 60 e até meados da década de 70, evoluindo depois para outras abordagens estilísticas ao longo da sua longa carreira, mas nunca perdendo a sua matriz.

Atualmente, só dois dos elementos originais estão vivos: Les Holroyd e John Lees (guitaras, voz e composição), ambos felizmente no ativo no mundo da música, cada um com a sua banda.

O saudoso Stuart "Woolly" Wolstenholme (teclados e voz), que deixou a banda no final dos anos 70, e o irreverente Mel Pritchard (bateria) já faleceram.

Cresci a ouvir BJH, já sonhei muito com as suas músicas, já fui feliz com muitas delas, na cruzada da vida. Com algumas partilhei momentos de profunda tristeza, quando as lágrimas me molhavam o rosto!

Les Holroyd, hoje de parabéns, era o discreto baixista da banda e a sua voz era a mais aguda entre os membros do grupo britânico e autor de algumas baladas memoráveis, melódicas e com letras muito bonitas, autênticas odes à arte de bem escrever!

Compôs com os BJH, mas prosseguiu a sua carreira, a partir de 1993, com o fim do grupo, criando uma banda inspirada na sua anterior banda, escrevendo mais algumas canções maravilhosas, que os apreciadores e revivalistas dos BJH aplaudiram, e atuando um pouco por todo o mundo, incluindo em Portugal, onde o pude ver e ouvir, num momento recheado de emoções que jamais esquecerei!

São tantas as suas músicas que adoro, que ouço sempre com enorme prazer!

Para mim, o Les Holroyd, assim como o grande John Lees, são duas lendas vivas, que venerarei para sempre!

Parabéns, Les!

"Play to the World", um original, um clássico, do final da década de 70, dos Barclay James Harvest, um tema escrito e interpretado por Les Holroyd, aqui numa versão muito especial com a Orquestra de Viena... uma delícia com um som maravilhoso, que eu ouvia no "Oceano Pacífico", nas longas noites de um rapazinho que ia crescendo...

 

10
Mar25

A paixão pelo grande áudio


Auscultadores Hify Man Ananda Nano.jpg

Desde criança que gosto muito de áudio, de ouvir e sentir a música!

 

É uma companhia quase omnipresente em casa, no carro, no ginásio, na caminhada!

 

É uma paixão, nos bons e menos bons momentos da vida, que me proporciona um sublinhado maior, não restrita a um estilo musical, mas com um gosto transversal, do jazz ao clássico, do pop ao new age, do fado ao heavy metal, desde que com qualidade!

 

Humildemente, considero-me um melómano, sem os fundamentalismos do “Hi End Audio”, mas apreciador de equipamentos que proporcionem som de qualidade, que permitam desfrutar da música, do som, com fidelidade à gravação original, em todo o seu esplendor de matizes sonoras, de timbres, que me preenchem. Do calor do vinil, à frescura de um CD, do som multicanal Dolby Atmos (no Home-Cinema) à liberdade do ‘streaming’ de alta resolução da plataforma Tidal, a minha preferida.

Auscultadores Hify Man Ananda Nano2.jpg

Ora nuns exuberantes altifalantes Monitor Audio, ricos em agudos definidos, médios quentes e baixos profundos que nos batem no peito, empurrados por um amplificador Denon, de tonalidade da velha escola nipónica, ora nuns mais intimistas auscultadores HifiMan Ananda (foto), quase às escuras, que ressoam até às entranhas, a partir de um versátil DAP Hiby, de Hi-Res Áudio, para que nada se perca!

 

Os equipamentos de áudio de alta-fidelidade (HI-Fi) são dispendiosos. Contudo, com paciência, como fiz ao longo dos anos, consegue-se adquirir soluções que garantem uma boa relação entre o preço e a qualidade audiófila, sem entrar em excentricidades!

 

E, assim, desfrutar sem pressas da música maiúscula, seja ela qual for, seja onde for, desde que geradora de sensações que nos preencham, que nos ajudem a ser felizes, pelo menos naquele instante, de olhos fechados, um privilégio, degustando cada pedacinho, num exercício muito intimista, à bolina da alma, como eu mais gosto de saborear, aqui!!!

11
Dez24

No “Porto Sentido”!!!

Olhando o rio que corre para o mar, numa tarde pardacenta!


Porto Douro Palácio de Cristal rio Douro Dez 2024

Há aqueles sítios mágicos, neste casario, que dispensam palavras…

Respiramos em paz, quando neles estamos, como aqui, no “Porto Sentido”, somos todos olhos para um cenário que nos envaidece, como gentes do Norte…

Porto Palácio de Cristal Rio Douro Dez 2024 fonte

Estas cores do Porto, românticas, no Palácio de Cristal, com os seus jardins, às vezes, sobranceiros ao Douro imenso, como as pessoas, como as pontes, tais braços que unem duas urbes com gente "tripeira", que são a mesma, uma alma imensa!

A cada regresso, quero estar aqui, sempre, olhando de Nascente a Poente, vendo o rio que corre para o mar, numa tarde pardacenta de Dezembro, à espera de um agasalho!

 

26
Nov24

Estar ali, simplesmente, ouvindo os sussurros da natureza!

De certeza que vai valer a pena voltar, para ver mais, no Trilho da Víbora!


Carla trilho levada da Víbora nov 2024 07.jpg

No trilho da Víbora, algures na serra da Cabreira, não longe de Cabeceiras de Basto, as condições do tempo, com a chuva no horizonte, não permitiam mais…

Pelo que a caminhada ficou incompleta… Diria, mal começou… Mas os passos trilhados, de mãos dadas, em pouco mais de um quilómetro recheado de tanta beleza, valeram a pena, como um aperitivo delicioso para a jornada que ficou prometida para… um dia destes…com calçado adequado!

trilho levada da Víbora nov 2024 03.jpg

Os sentidos agradeceram e clamam pelo regresso, à espera de ver melhor e mais longe aqueles castanhos outonais, tapetes de folhas viçosos, aqueles bosques húmidos, aqueles sons das águas da levada que descem a montanha, aqueles moinhos cobertos de tanto verde, que apetece descobrir…

Carla trilho levada da Víbora nov 2024 06.jpg

Tanto para ver e sentir, num cenário que nos surpreendeu a cada curva do trilho…

Carla trilho levada da Víbora nov 2024 10.jpg

De certeza que vai valer a pena voltar, para ver mais, muito mais, em boa companhia, a partir da lagoa, serra acima, serra abaixo, para enchermos os pulmões de ar fresco e a alma de tanto prazer, de estar ali, simplesmente, ouvindo os sussurros da natureza...

trilho levada da Víbora nov 2024 04.jpg

22
Nov24

Onde se ouve o mítico Ujo, à noite, ou as águias cobreiras que comandam os céus…

Tanto regalo para admirar, nesta natureza imponente, agora com o rio Tua


Miradouro do Tua Alijó (6) copiar.jpg

Há momentos assim, num fim de tarde, sem contar, num passeio de domingo, por altos e baixos de vinhedos, em socalcos vestidos com tons de outono - que belos são - depois de saboreados os medronhos, tão doces, por terras do Vale do Douro…

Miradouro do Tua editada 16_09.jpg

Tanto regalo para admirar, nesta natureza imponente, agora com o rio Tua, como uma serpente, serra fora, a caminho do abraço eterno com o Douro… no horizonte…Faz-se uma pausa nos pensamentos… Ouçamos o silêncio do Homem, ouçamos a mãe-natureza!!! E o nosso palpitar, sem mais!

Miradouro do Tua Alijó (5) copiar editado.jpg

Sim, um miradouro especial, uma fraga imensa, altiva, num parque natural, do Tua, onde, reza a tradição, se ouve o mítico Ujo, à noite, ou as águias cobreiras que patrulham os céus, sob um sol de novembro, que se põe, às portas do inverno que vai chegando… como no "jogo dos Tronos"...

Miradouro no Tua.jpg

 

14
Out24

Recordando Puebla de Sanabria

Pedaço de história com gente dentro para revisitar, um dia, com certeza!


Puebla de Sanabria agosto 2024.jpg

Naquele casario, entre as montanhas mágicas de Sanabria, abrigadas pelo castelo medieval de Puebla, lá estavam as casas com varandas floridas, as ruas estreitas e íngremes, as ermidas góticas e as gentes da raia, como as de antanho...

Puebla de Sanabria vista casario centro da aldeia.

Que teimam em resistir ao desgaste voraz da “civilização” digital que os turistas impõem à passagem barulhenta!

Puebla de Sanabria agosto 2024 b.jpg

Mas nem todos veem a urbe com os mesmos olhos!

Os meus, lá do alto da torre, quedaram-se em tantos pedaços de pedra, fachadas de passado brasonado, que nos interpelam, entre umas quantas fotografias para mais tarde lembrar aquele regresso ao sítio onde um dia tinha passado, a correr, a caminho de León, para assistir a um memorável concerto de Kitaro!

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